terça-feira, 29 de junho de 2010

A espera

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banco de jardim_02
"Banco de Jardim", fotografia de Dinis Matos Ponteira
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Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas coisas de que me lembro quando fico à tua espera horas e horas, cada vez mais vagarosas, e tu não chegas, meu amor, e tu demoras mais do que a minha paciência.

Quem me dera aquele tempo em que era sempre primavera e assistia indiferente à passagem das horas.
Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.
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Torquato da Luz

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4 comentários:

  1. Romantica hj. Gostei, o amor sempre nos transforma.

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  2. A espera vale a pena quando acaba!beijos,chica

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  3. Olá Dalva bom dia!

    Belíssima foto com este banco...E mais! Lendo estes versos,faz com que muitos se recordem dos bons tempos vividos na juventude e até mesmo muitos eternos casais apaixonados que apesar de muitos anos juntos gostavam de ficar ali sentados esperando o tempo por eles passar... E ao verem está, com certeza,recordaram com saudades aqueles bons tempos que não voltam mais.

    Abraço e até +.

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  4. Poxa Dalva!

    Me feza chorar...que lindo texto, como é triste a espera e como é bonita a demonstração de sentimentos de um poeta.
    me sinto mergulhar num mar de emoções.

    milhões de beijos

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"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"

Manoel de Barros