segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Precisa-se de loucos

.
.
De loucos uns pelos outros! Que em seus surtos de loucura espalhem alegria; com habilidades suficientes para agir como treinadores de um mundo melhor, que olhem a ética, respeito às pessoas e responsabilidade social não apenas como princípios organizacionais, mas como verdadeiros compromissos com o Universo.
.
Precisa-se de loucos de paixão, não só pelo trabalho, mas principalmente por gente, que vejam em cada ser humano o reflexo de si mesmo, trabalhando para que velhas competências dêem lugar ao brilho no olhar e a comportamentos humanizados.
.
Precisa-se de loucos de coragem para aplicar a diversidade em suas fileiras de trabalho, promovendo igualdade de condições sem reservas, onde as minorias possam ter seu lugar, em um ambiente de satisfação e crescimento pessoal, independente do tamanho do negócio, segmento ou origem do capital.
.
Precisa-se de loucos visionários que, além da prospecção de cenários futuros, possam assegurar um novo amanhã, criando estratégias de negócios que estejam intrinsecamente ligadas às estratégias das pessoas.
.
Precisa-se de loucos por novas tendências, mas que caminhem na contramão da história, ouvindo menos o que os gurus tem a dizer sobre mobilidade de capitais, tecnologia ou eficiência gerencial e ouvindo mais seus próprios corações.
.
Precisa-se de loucos poliglotas que não falem inglês, espanhol, francês ou italiano, mas que falem a língua universal do amor, do amor que transforma, modifica e melhora, pois, palavras não transformam empresas e sim atitudes.
.
Precisa-se simplesmente de loucos de amor; de amor que transcende toda a hierarquia, que quebra paradigmas; amor que cada ser humano deve despertar e desenvolver dentro de si e pôr a serviço da vida própria e alheia; amor cheio de energia, amor do diálogo e da compreensão, amor partilhado e transcendental.
.
As organizações precisam urgentemente de loucos, capazes de implantar novos modelos de gestão, essencialmente focados no ser, sem receios de serem chamados de insanos, que saibam que a felicidade consiste em realizar as grandes verdades e não somente em ouvi-las.
.
Madalena Carvalho

Quanto você vale?

.
.
Peça para um publicitário descreverum botão de camisa. Você ficará deslumbrado com tantas funcionalidades que ele vai achar para o botão e vai até mudar o seu conceito sobre o pobre botãozinho.
.
Peça para uma pessoa apaixonada descrever a pessoa amada, aquela pessoa bem "feiazinha" que você conhece desde a infância e vai até pensar que ele está falando de outra pessoa. O apaixonado enche a descrição de delicadezas, doçura e gentilezas, transformando a fera em bela em instantes.
.
Peça para o poeta descrever o sol e a lua, e você vai se encantar pelos poderes apaixonantes da lua, pela beleza do sol que irradia seus raios como se fossem gotas do milagre divino no arrebalde da tarde quente onde o amor convida os apaixonados para viver a vida intensamente.
.
Peça para um economista falar da economia mundia le tome uma lição de números e mercados, bolsas e câmbios oscilantes, inflação e mercados emergentes, e se não sair de perto, vai acreditar que, em breve, teremos a maior recessão da história e que a China é o melhor lugar do mundo para se viver.
.
Agora, peça para uma pessoa desanimada ou depressiva falar da vida, do sol, da lua, dos botões, das rosas e do amor para você ver. Pegue um banquinho e um lenço e sente-se para chorar. É só reclamação, frustração, dores, misérias e desconfiança geral. Você sente a energia lhe contaminando, vai fazendo mal, vai lhe deixando sem forças, porque os desanimados, os reclamões e depressivos têm o poder vampiresco de sugar energias do bem e transformar em medo. E o medo paralisa as pessoas de tal forma que fica difícil até o mais simples pensar.
.
E você? Como é que você descreve a sua vida? Quem é você para você mesmo? Como seria um comercial da sua vida? Como você venderia o produto "você"?
.
Você é barato, tem custo acessívelou é daquelas figuras caras, daquelas que não tem tempo para perder com a tristeza e com o passado? Você tem 1001 utilidades? Aliás, você vive em que século mesmo?
.
São os seus olhos que refletem o que vai na sua alma, e o que vai na sua alma se reflete na qualidade de vida que você leva. É o seu trabalho que representa o seu talento, ou não? Por isso, não tem outro jeito, seja o melhor divulgador de você mesmo, valorize-se, esteja sempre pronto para dar o seu melhor, com seu melhor sorriso, com sua melhor roupa, com seu melhor sentimento, com suas melhores intenções, com sua gentileza sempre pronta para entrar em ação.
.
Seja Omo, Brastemp, Lux de luxo, e se for chocolate, que seja logo Godiva, suíço e caro, porque gente especial igual a você não existe em nenhum mercado, e tem que valer sempre mais valorize-se! Não importa o que você faz, importa sim como você faz. Isso sim, faz toda a diferença.
.
Desconheço a autoria

Campanha "Free Hugs" ("Abraços de Graça")

.

.
Um sorriso pode modificar o estado emocional das pessoas. Mais que um sorriso... um abraço tem também esse poder e até maior.
.
Foi iniciada em 2004, a “Free Hugs Campaign”, em que indivíduos oferecem abraços gratuitos a estranhos em público. A campanha é a iniciativa de alguém em fazer bem a outro sem nenhuma razão aparente ou recompensa.“Abraçar”!!!.
.
Em estranhos pode causar impacto. Mais ainda em pessoas queridas que há tempos não abraçamos e nas conhecidas que nunca o fizemos. “Coração aberto”. É só disso que você precisa para dar um abraço. Não quer? Não consegue? É durão ou durona? Tímido ou tímida? Machista?Pense...S empre é tempo de mudar o que você mesmo percebe, que precisa de mudança. “Só o que está morto não muda”.
.
Pode clicar não é vírus:
.
.

Você sabe ou você sente?

.
.
Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.
.
Sobretudo falam do comportamento. E falam porque supõem saber. Mas não sabem. Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.
.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida. Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor. As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram. Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele. Isso é masoquismo. Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou. Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo? Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos. Isso é ser infeliz. Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento. É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo. Espere florescer a árvore do próprio sentimento. Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos. Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais. Só se sabe aquilo que já se sentiu.
.
Arthur da Távola

Nossas muitas fomes

.
.
Do meu cômodo posto de observadora - e o duro posto de cidadã - onerada de altíssimos impostos,contas à pagar,perplexidade,e insegurança, e otimismo anêmico - quero expandir o conceito de fome. A fome, as fomes: de dignidade, a essencial. De casa, saúde e educação, as básicas. Mas - não menos importantes - a fome de conhecimento, de possibilidades de escolha. Fome de confiança, ah, essa não dá para esquecer. Poder confiar no guarda, nas autoridades, nos pais, no país, e também nos filhos. Em nós mesmos, se nos acharmos merecedores. Confiar em quem votei, e em quem não recebeu meu voto: ser digno não é vantagem, é obrigação básica.
.
Andamos tão desencantados, que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha, e ser mais ou menos coerente merece aplausos. Fome de conhecimento: não é alfabetizado quem apenas assina o nome, mas quem assina o que leu e compreendeu. De outro nodo, perigo à vista. Não cursa uma verdadeira escola quem dela sai para a vida sem saber pensar, argumentar e discernir.
.
A primeira condição para viver melhor, é conhecer mais coisas, inclusive sobre a própria situação e as possibilidades de mudar. Não tomando, invadindo e assaltando, mas crescendo enquanto ser humano e membro produtivo da comunidade: família, cidade, trabalho, país... Informar-se faz parte disso, de ser integrado, de integrar-se. É tomar contato com a realidade diretamente, não apenas com que os outros relatam ou inventam. É assistir ou escutar as notícias não como quem tateia no escuro,mas com ouvidos de quem deseja entender. Informar-se é também ler: ler como se come o pão cotidiano,ainda que seja o jornal esquecido no banco da praça.
.
Não creio que a violência que assola o país e nos transforma em ratos assustados seja simplesmente fruto da fome de comida. Mas da fome de auto-estima. A violência internacional, emblematizada no terrorismo, nasce entre outras coisas da combinação de ideologia torta e fanática. A ideologia nem sempre comanda a morte, nem sempre desconserta o intelecto: sendo positiva ilumina e estimula, assim como a outra degola inocentes, explode crianças e se orgulha disso.
.
Andamos acuados pela brutalidade que transcende os limites urbanos, atingindo lugares bucólicos, que antes pareciam paraísos intocáveis: você pensa em comprar um sítio? Inclua nesse pacote o caseiro, os cães, alarmes e quem sabe, cerca eletrificada. Se for uma fazenda, cave trincheiras e contrate guardas. De preferência more na cidade mais próxima, rodeado de toda uma parafernália de segurança, ou lançando-se na vida, (isto é, saindo à rua) com a audácia de um guerreiro medieval.Teremos paz, essa nossa grande fome? Nesse momento estou descrente, embora batalhe por isso do jeito que posso. É dos deveres básicos de qualquer pessoa tentar a paz em si mesmo e ao seu redor, sem necessariamente desfraldar bandeiras, mas existindo e agindo como um ser pacífico ( não confundam com pusilânime!). Se posso ser agregadora - iniciando pela família e amigos -, não devo espalhar ressentimento; se quero a paz, não posso transmitir rancor.
.
Tudo começa como dizem, em casa: desde quando ela era uma primitiva caverna, e nós trogloditas um pouco menos disfarçados do que hoje, com fomes bem mais simples de se satisfazer.
.
Lya Luft, "Em outras palavras"
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

...