domingo, 30 de dezembro de 2018
Entrelivros
- Como são os livros de amor?
- Disso receio não te poder falar. Não li mais que um ou dois.
- Não interessa. Como são?
- Bem, contam histórias de duas pessoas que se conhecem, que se amam e lutam por vencer dificuldades que as impedem de ser felizes.
Luís Sepúlveda, in O Velho que Lia Romances de Amor
Crédito da imagem: "Reading and Art", Greg Newbold
(...)
a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós,
a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja,
é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz.
José Saramago, in O Ano da Morte de Ricardo Reis
Imagem: Pinterest
Entrelivros
De algum modo os livros ficam ali, quase que por magia, desejando que as pessoas os escolham. A pessoa certa para o livro certo. Parecer que já sabem de qual vida precisam fazer parte, em qual delas podem fazer diferença ou podem ensinar uma lição, pôr um sorriso no rosto no momento preciso.
Cecília Ahern, O Livro do Amanhã.
Imagem: Pinterest
Dia de ser árvore
Dentro de mim há milhões de outras. Sou vasta, contenho um universo. Hoje serei uma árvore - traço de união entre o céu e a terra. Sou árvore, pois que minha cabeça vive nas nuvens. Só assim me sinto grande, alta, em meus 1,50 m. Elevo-me cada vez mais alto, rumo à claridade. De minha copa os ramos sonham flores e frutos. A esse processo um outro se associa. Quanto mais alto meus sonhos-flores brotam, mais meus pés-raízes se entranham dentro da terra. Sem esta profundidade que alimenta minhas raízes, minha copa não produziria sonhos. Minhas flores - todas elas - são filhas da escuridão.
Dalva Nascimento
Imagem daqui
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