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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nossos tempos


POR ACASO


Na Gare de Lyon, em Paris,
vi dois policiais interpelarem
duas moças (seriam islâmicas?),
cujos rostos se ocultavam sob véus.

Os policiais foram descoteses com elas.

Quem lhes adivinharia o brilho dos olhos,
suas chispas?
Não esquecerei incidente tão banal!

Acomodado, depois, no meu confortável assento,
no TGV, meditei sobre a evolução da raça humana,
que aprendeu, cedo, a conviver no prazer dos corpos,
mas está longe de conviver no prazer mais sutil
das almas, que só podem entregar-se aos parceiros,
entregando-lhes os próprios deuses.

Armindo Trevisan
in Adeus às Andorinhas


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Rosas"



A Agência Amnesty Sweeden publicou estes posters contra a circuncisão feminina, esta prática terrível que ainda existe em alguns países da África.

O que é a circuncisão feminina?
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É uma tradição cultural milenar que extirpa o clitóris e lábios vaginais das mulheres, deixando apenas um espaço para as funções orgânicas. É realizado por certos grupos étnicos e consiste em remover uma parte maior ou menor dos lábios – as dobras macias de pele ao redor da vagina – e o clítoris da mulher ou de uma menina. É cultivada na África, Península Arábica e Zonas da Ásia. A sua prática está cercada de silêncios e é vivida em segredo. Manifestar-se contra esse costume é difícil e, às vezes, perigoso para mulheres ou homens que se opõem. Em muitos casos, são acusados de ser contra as tradições ancestrais - dos valores familiares, tribais, e mesmo de rejeitar seu próprio povo e sua identidade cultural.


Não há uma idade certa para a cirurgia, pode variar de recém-nascidas, pré- adolescentes ou mulheres adultas. É importante considerar que sem essa cirurgia a mulher é considerada inapta para casar, segundo as tradições.

Essa tradição cultural elimina o prazer sexual das mulheres e traz sérios riscos a sua saúde: dores fortes, cólicas cíclicas lacerantes, gravidez e partos com alto índice de morte, entre outros.
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Há quatro tipos de circuncisão feminina:

Primeiro grau – remoção da parte superior do clítoris – isto é semelhante à circuncisão masculina.

Segundo grau – remoção completa do clítoris e de parte dos pequenos lábios.

Terceiro grau – remoção completa do clítoris e dos pequenos e grandes lábios.
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Quarto grau ou infibulação – isto consiste em suturar os dois lados da vulva após a remoção do clítoris e dos pequenos e grandes lábios. É deixado um orifício pequeno para a menstruação.

A partir do segundo grau, estamos falando em mutilação.

A idade da circuncisão varia de acordo com o grupo étnico. Pode ser desde os sete dias de idade até quando se dá à luz pela primeira vez. Geralmente são as mulheres mais velhas que se encarregam deste ritual. Usam objetos afiados como facas, lâminas de barbear ou certas plantas.
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As razões para a circuncisão

Muitas razões são dadas. No entanto, o objetivo principal é manter a mulher em submissão ao homem. A circuncisão impede a mulher de desfrutar do sexo na sua totalidade e sendo assim, as mulheres têm uma vida sexual de completa resignação. São mais dóceis porque sentem menos prazer.

No caso da infibulação, é para garantir a fidelidade da mulher. Na verdade, cada vez que o marido sai em viagem ele realiza a infibulação e no seu retorno ele ‘rasga’ os pontos.

As complicações

Imediatas…

1) sangramento grave, às vezes resultando em morte;
2) ferimentos causados a órgãos vizinhos como a uretra e reto;
3) infecção devido à falta de higiene, sendo a mais séria o tétano.
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Posteriores…

1) dores severas durante as relações sexuais;
2) problemas sexuais e emocionais, pois a mulher não sente desejo nem prazer;
3) infecções vaginais repetidas;
4) fístulas;
5) riscos durante o parto.
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Milhões de pessoas bem intencionadas são desinformadas, o que as levam a crer que essa prática é benéfica. Para a cultura ocidental uma forma de mudar esta mentalidade é educar as mulheres mais velhas que perpetuam esse costume, bem como os homens, mostrando os danos físicos e psicológicos.A educação e o diálogo são as únicas armas capazes de enfrentar e transformar a realidade dessas mulheres. Normalmente, é o pai que paga para a realização da "cirurgia", para que possa casar suas filhas com homens que não aceitam mulheres incircuncisas.
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É mesmo inacreditável... como pode ainda existir algo deste tipo, no mundo de hoje...? Os assuntos que envolvem aspectos culturais são sempre muito polêmicos e controversos, e frequentemente um terreno perigoso para opiniões e posicionamentos; portanto, o objetivo deste post não é apenas provocar a indignação... é também uma forma de demonstrar solidariedade.
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domingo, 7 de junho de 2009

Campanha da Sociedade Internacional dos Direitos Humanos

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Em imagens que mostram sósias de ditadores assustados com um pequeno MOUSE, a International Society for Human Rights, ou simplesmente Sociedade Internacional dos Direitos Humanos, lança campanha com o objetivo de mostrar que a rapidez com que as informações são veiculadas , esses líderes têm medo da Internet, já que o internauta, com apenas um clique, tem o poder de denunciar os abusos aos direitos .
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retirado daqui.
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