segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Feminino Plural - Mata Hari

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Quem foi Mata-Hari?
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A nova biografia de Mata-Hari lança pistas para uma nova luz sobre a vida desse mito. Quando jovem, com o divórcio de seus pais e a morte de sua mãe, Margaretha casou-se com um homem muito mais velho, que a levou para a Indonésia. Conforme pesquisas, ela foi contaminada pelo marido com sífilis (na época uma doença incurável) e não pela vida desregrada e promíscua que viveu. Este seu casamento infeliz terminou com a perda de seu filho, que morreu de sífilis.
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E aí... ela se "reinventou": mudou-se para a França, e ressurgiu como uma dançarina exótica, com as técnicas do amor e da sensualidade que aprendeu no Oriente. O nome que adotou – “Mata-Hari” – significa “Sol”, mais específicamente “olho do dia”, na língua javanesa.
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Altamente sedutora e expansiva, sua fama cresceu nos círculos artísticos franceses. Dançava seminua, criando um halo de exotismo e mistério em torno de si. Com a fama, além de ampliar os palcos para a exibição de sua dança misteriosa, também ampliou o número de homens que iam para a sua cama... não tinha quaisquer refreios morais ou sexuais, e chegava a cobrar 100 francos por uma noite de amor. Crescia assim sua fama de grande cortesã. A maior parte dos seus amantes eram artistas e militares franceses e alemães, originando assim a possibilidade de sua vida dupla, como espiã.
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Ainda segundo sua biógrafa, Mata-Hari tinha, em 1917, o mesmo status que Marilyn Monroe tinha em 1960: a mulher mais sexy e desejável da Europa, ou seja, reconhecida em toda parte. Por isso é pouco provável que ela tenha sido uma espiã: jamais poderia agir na clandestinidade, já que devido a sua fama, atraía para si todas as atenções.
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As autoridades parisienses a detiveram, e como não conseguisse um álibe conveniente para os crimes de que era acusada, foi condenada e submetida ao pelotão de fuzilamento.
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Como tudo em sua vida, também a sua execução é cercada por luzes e sombras. Diz-se que os soldados do pelotão de fuzilamento tiveram que ser vendados para não serem atraídos e subjugados pelo seu poder sensual. Outro fato diz que Mata-Hari lançou um beijo aos seus carrascos antes que começassem os disparos. Uma terceira historia diz que ela não só lançou um beijo, mas também abriu a túnica que vestia e morreu expondo seu corpo completamente nu.
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Mas uma das histórias, sem dúvida a mais impressionante, seria que Mata-Hari estaria anormalmente serena durante o fuzilamento. Teria tomado uma dose de rum, mas recusou-se a ser vendada ou amarrada a uma árvore. Um certo jovem francês, chamado Pierre de Morrisac, teria pretendido enganar o pelotão de fuzilamento carregando as armas com munição de festim, sem, entretanto, conseguir seu objetivo. Provavelmente esta e outras histórias não passam de lendas em torno dessa mulher que se tornou um mito...
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A biografia, de 2007, “Femme Fatale: Love, Lies and the Unknowed Life of Mata Hari” está disponível na Amazon.com.

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11 comentários:

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Dalva,

São tantas mulheres além do seu tempo, né? Tantas que ultrapassaram todos os tabus e seguiram seus desejos, ideais e sonhos. Adorei ler um pouco dessa mulher e admiro mais ainda pessoas assim.

Beijo imenso, menina linda e querida.

Rebeca


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Chica disse...

Que linda história dessa mulher !Muito interessante!beijos,tudo de bom,chica

M. Nilza disse...

Oi, Dalva!

Gosto muito da forma como vc elabora seus posts. Instrutivos e lindos!

Beijos

A Madrasta Má disse...

Sem dúvida nenhuma muito corajosa para a época! Amoooooooo este tipo de história! Bjinhos da Madrasta amoreco meu!

Lau Baptista disse...

Menina, menina, seu Blog é demais!
Parabéns!!!!
Beijos,
Lau

Silvana Nunes .'. disse...

Olá, boa tarde.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... está convidando para conhecer uma lenda bastante contemporânea - a do pássaro-cabeça-de-vento.
É só clicar no link http://www.silnunesprof.blogspot.com que você chega até lá rapidamente.
Gostaria que tivesse um pouquinho mais de paciência comigo, estou com alguns probleminhas para resolver: preciso de um novo exame de vista e de um monitor novo, o meu está meio embaçado, já tentei regular, mas o problema está com ele mesmo, tenho de comprar outro. E agora não me encontro em condições disso - só eu sei o sacrifício que faço para postar as histórias.
A PAZ .
Saudações Florestais !

DILERMArtins disse...

Mas bah, guria.
Confesso que não conhecia esta história, mais uma para a lista das mulheres a frente de seu tempo, como Marilin, Leila e tantas outras.
Parabéns pelo texto.

Tucha disse...

Interessante, sempre tinha ouvido falar dela mas nunca tinha tido oportunidade de conhecer mais da história ou das histórias.

Apolinário Júnior disse...

Caramba! Uma super história, hein! Me lembrou de alguma forma o que aconteceu com Wilson Simonal, também acusado de ser delator... e fora 'fuzilado' pela opinião pública!

Uma história até certo ponto triste, mas muito interessante!
Jr.

Clara disse...

Um dos meus primeiros post do meu blogue foi precisamente sobre esta incrível mulher. A sua história é cheia de mistério faz com que seja ainda uma verdadeira Lenda e Mito. Fabulosa!

disse...

Adorei o post! Acabei de publicar um em meu blog sobre o filme de 1931 sobre a bela e misteriosa espiã Mata Hari. Passe por lá para conferir! Abraços,

http://criticaretro.blogspot.com

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