domingo, 31 de outubro de 2010

Feminino Plural - Glória Swanson


Quem foi Glória Swanson?


Ela nasceu Gloria Josephine May Swensson, em 27 de março de 1897 (embora ela afirmasse que foi em 1899). Filha de Adelaide Klanowski e de Joseph Theodore Swensson. O pai era militar, e a família sempre viajava muito. Foi uma criança muito bonita, sua mãe fazia-lhe sempre lindos vestidos.

Tornou-se uma das mais lindas e sensuais atrizes do cinema mudo dos anos 20, e chegou a estrelar em aproximadamente 50 filmes.


Sua estréia se deu como figurante, contratada em 1913 pelos estúdios Essanay, de Chicago, onde conheceu o ator Wallace Beery, que pesava 102 quilos, com quem se casou. Ela conta, em seu livro de memórias (Swanson on Swanson -1981), que Beery se embebedou na noite de núpcias e a estuprou, e em outra ocasião provocou-lhe um aborto.

Personificava mulheres glamourosas, extravagantes e seguras de si. Seu talento estava, além da beleza e sensualidade, na força expressiva de seu rosto. Foi uma das poucas que não se prejudicou com o advento do cinema falado. Tinha uma voz agradável, e além disso estudou canto.


Divorciada de Beery, Gloria foi trabalhar para a Keystone, onde interpretou papéis dramáticos. Trabalhou também dom Cecil F. DeMille, atuando como heroínas glamourosas, vestidas provocantemente em produções luxuosas.


Um fato curioso sobre as filmagens do mais famoso filme de De Mille, Macho e Fêmea: a personagem de Glória é uma prisioneira que resiste a luxúria de um rei, mordendo-lhe a mão. Por isso ela é jogada numa cela com leões.


Na sequência, Glória fica deitada no chão, e um leão de verdade se aproxima e coloca as patas em suas costas. Ao final da filmagem, a atriz foi ao escritóriao de DeMille falou que estava passando mal de tão nervosa, e que certamente não teria condições de comparecer às filmagens do dia seguinte. Segundo consta, DeMille apresentou a Glória uma caixa cheia de jóias e pediu que ela escolhesse algo que lhe acalmasse os nervos. Ao lembrar o fato, Glória disse assim:
“Eu peguei uma bolsa de malha dourada com um fecho de esmeralda e imediatamente me senti bem melhor”.


O público corria aos cinemas para assitir os filmes de Glória, não somente por sua interpretação, mas para ver o seu estilo: sempre vestida de acordo com a alta costura extravagante, ela escondia sua pequena altura de 1,52m atrás de penteados elaborados, muitas jóias e um guarda-roupa extravagante.

Depois de ter se divorciado de Wallace Beery, Gloria casou-se com Herbert K. Somborn, presidente da Equity Pictures Corporation. A relação dos dois foi estrondosa, bem como o divórcio: Somborn acusou-a de adultério com treze homens, incluindo Cecil B.DeMille, Rudolph Valentino e Marshall Neilan.


Seu sucesso como atriz sempre esteve ancorado em sua extrema sensualidade. Com uma carreira longa, pode-se dizer que a história de Glória Swanson é a história do cinema, desde as comédias de Mack Sennett aos dramas luxuosos de Cecil B. DeMille. Seus banhos em luxuosas banheiras de mármore tornaram-se lendários, e sempre se deixava fotografar ao lado de leopardos. Foi pioneira no uso de plumas, franjas e roupas colantes, além da enorme piteira que segurava com estilo... Viajava por Hollywood em trens particulares, presente de um dos maridos, o marquês de La Falaise e La Doudray. Fez par com Rodolfo Valentino dançando tango com seus enormes e magnéticos olhos, e lançou moda nos anos 20.

Glória era proprietária do carro mais caro dos EUA nos anos 20, um Isotta Fraschini, com o interior forrado de pele de leopardo e folheado a ouro! Ela tinha um Rolls Royce para cada dia da semana, e recebia um dos salários mais altos já pagos a uma atriz na época: 25 mil dólares por semana!


Sua carreira ficou marcada pela magistral interpretação da personagem Norma Desmond, uma grande atriz hollywoodiana em decadência, que era uma paródia de si mesma, no clássico, O Crepúsculo dos Deuses.Gloria foi tão convincente neste papel, que muita gente ainda hoje pensa que ela era de fato Norma Desmond. Tudo nela parece autêntico: seu vestido de oncinha, sua piteira, suas pulseiras, sua cama em forma de um cisne dourado, seu conversível. E quando Norma entra no palco de filmagem do seu antigo estúdio Paramount e se encontra com seu velho diretor Cecil B.DeMille, parece que estamos vendo a realidade.


Sua vida privada foi marcada pelos sucessivos casamentos, num total de cinco ao longo de sua fulgurante existência. Além disso, Gloria quebrou os regulamentos de Hollywood ao ficar grávida - quando essa palavra não era mencionada nem pelos agentes de publicidade. De seus três filhos, o primeiro foi de Sonborn, o segundo adotado e o terceiro de Farmer.

Foi amante do patriarca milionário do clã dos Kennedy, Joe, pai do futuro presidente JFK, e juntos produziram diversos filmes. Suas aparições na tela eram marcadas pelo glamour: usava muitas jóias e vestidos lindíssimos e caros, por isso as revistas da época a tratavam por a “Rainha do Glamour”.

Glória morreu em 1983, de causas naturais, com 86 anos de idade.



4 comentários:

Jota Sena disse...

Olá Dalva!

Que estar aqui...E ler estes relatos,
interessantes de personagens que deixaram seus nomes nos anais da hestória.

Dalva! Um bom final de domingo a você e uma excelente semana.

Abraços Jota.

Miguel disse...

Que linda atriz. Não a conhecia, nem a sua história. Obrigado por dividir essa preciosidade conosco, Dalva.

Deus seja contigo e lhe conceda uma linda semana!


http://www.youtube.com/watch?v=dGFd--na7zE

Tucha disse...

Belissíma, olhos expressivos e um jeito de mulher decidida a tudo para conseguir o que quer.

Georgia disse...

Dalva, ela era belíssima mesmo. Nao a conhecia ou ao menos nao me lembro dela.

Bjao

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

...