quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Marginal
Um clarão faz nascer o dia. Como é bom andar pela estrada marginal.
Convenço-me de que a pátria é isto. Um rumor de plátanos e um rio. O verde do rio e uma garça súbita. Uma fogueira acende o coração.
Convenço-me de que o amor é um clarão. Um rio que corre para o mar. Uma gaivota amiga das nuvens. O azul do nevoeiro molhando os cabelos.
Convenço-me de que tudo parte para o mar. Um rio que nasce e que desce até à noite.
Bernardino Guimarães, em Pontos de Fuga
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