quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Edward Hopper


Edward Hopper, o Pintor da Solidão
1880 e 1960


Ele foi um dos grandes nomes da pintura moderna nos EUA. Sua obra, atualmente muito popular, nos oferece retratos importantes da sociedade norte-americana nas décadas de 1930-1950: verdadeiros espelhos da vida urbana norte-americana.

Cape Cod Evening

Nasceu em Nova Iorque em 1882 e sempre sonhou ser pintor. Estudou na Escola de Arte de Nova Iorque, tendo como mestres os pintores William Merrit Chase e Robert Henri, grandes representantes do realismo nos EUA.

Sua obra é impressionante. Em seus trabalhos, entre óleos, guaches, desenhos e ilustrações, ao retratar paisagens pitorescas da vida urbana, ele consegue capturar algo mais em cada uma de suas telas - e esta é sua marca registrada.

Carolina Morning

Seus trabalhos pertencem a escola moderna realista, nascida na época da fotografia e do cinema. Não é a toa que suas obras possuem uma qualidade "cinematográfica" - não somente pela composição despojada e equilibrada, mas principalmente pelo clima emocional que é tão bem explorado pelo artista.

The Circle Theater

Hopper pode ser chamado de o" pintor da solidão". Seus quadros de escritórios, cinemas, estradas, bares, motéis, restaurantes sempre transmitem um clima de uma melancolia profunda que, embora suave, é ao mesmo tempo devastadora.
Hotel Room

Sua arte simples e despojada pincela casas e móveis com grande leveza e habilidade. Os homens e mulheres por ele retratados em seus instantâneos têm essa mesma característica, feitas com pinceladas sempre suaves, em cores cintilantes suavizadas por tons pastéis.

Office at Night

O que mais chama a atenção em seu trabalho é que os homens e mulheres de Hoper parecem sempre indiferentes e silenciosos ou ainda distraídos com suas tarefas rotineiras... sempre circunspectos e pensativos.

Sunday

Nas cores dos quadros está o segredo de Hopper: ele domina as formas expressionistas, criando uma novo conceito de realismo, marcado por uma atmosfera emocional que exala de seus quadros. Usa cores sempre sóbrias e equilibradas, mas sabe manter o calor que dá às suas telas um ar romântico.

Morning Sun

Hopper era um verdadeiro poeta diante de suas telas: ele conseguiu, como ninguém, retratar o clima depressivo de sua pátria entre as décadas de 1930 a 1950.

Nighthawks

Hopper sempre foi um eterno solitário. Viveu sem ter um grande reconhecimento de seu trabalho e morreu no ano de 1967 em seus estúdio na Washington Square, em Nova Iorque.

Cape Cod Afternoon

Summer Evening

Gas





2 comentários:

Eu e a solidão disse...

E só de lembrar que um dia já fui tão só... Até usei o Morning Sun como imagem de perfil...

Gostei do teu blog!
Beijos

Lilá(s) disse...

Gostei imenso! Há uns anos no Canadá vi uma exposição de Hopper e desde então tornei-me uma fã.
Beijinhos

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