quinta-feira, 3 de maio de 2012

Efeito dominó



Você não entende porque a gente chora diante da beleza?
A resposta é simples.
Ao contemplar a beleza, a alma faz uma súplica de eternidade.
Tudo o que a gente ama a gente deseja
que permaneça para sempre.
Mas tudo o que a gente ama existe
sob a marca do tempo.
Tudo é efêmero.
Efêmero é o por do sol, efêmera é a canção,
efêmero é o abraço,
efêmera é a casa construída para o resto da vida.
A gente chora diante da beleza
porque a beleza é uma metáfora
da própria vida.

Rubem Alves



Depois do grande impacto da tristeza, depois que a onda de dor me faz tremer os joelhos, chega-me uma outra constatação cruel: os golpes continuam: é perda... atrás de perda... atrás de perda. É como um efeito dominó: não foi só a pessoa que eu amo que partiu - foram-se embora também nossos sonhos, nossos projetos. Os planos que fizemos nunca se tornarão realidade. As esperanças que tínhamos se foram. Todo o futuro que imaginamos não acontecerá.



3 comentários:

Jota Sena disse...

Olá Dalva Bom Dia!

É uma realidade o que disse... Na falta da companhia que se foi, se vão alguns dos projetos a dois que fora elalaborados com carinho... Mas a muitos dos que foram planejados, quem ficou, pode realizar para sua alegria e analtecer o nome de quem foi.

Abraços e um otimo final de semana.

Letícia Myrrha disse...

Que bom que você me encontrou, Dalva! Seja sempre bem-vinda ao Prisioneiros em liberdade. E pode deixar que venho buscar inspiração aqui, no seu Infinito particular. Um abraço grande Leticia Myrrha

Georgia disse...

Dalva, recomecar é muito difícil.

É preciso dar tempo.

Concordo com as palavras do Jota: quem ficou, pode ir em busca dessa realizacao.

Quem sabe teria que ser vc a realizar aquilo que planejaram juntos?

Um grande beijo

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