terça-feira, 17 de março de 2009

A hora do cansaço

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"As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade.
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Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra matéria se tornam, absoluta, numa outra (maior) realidade.
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Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário, de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária, rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
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Carlos Drummond de Andrade
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8 comentários:

Janaina Amado disse...

Lindo, Dalva, este trecho do Drummond: não o conhecia!

Vanessa disse...

eu tb não tinha lido ainda. Poética do inicio ao fim.

Dalva disse...

Janaína,

Enquanto lembrarmos de algo ou alguem isto torna-se eterno.
É uma lição que Drummond nos passa, e que provoca uma reflexão...

Beijos!

Dalva disse...

Vanessa,

E aí, como vão os preparatórios para a Blogagem do Filme?

Beijos, querida!

Aline Pepato disse...

Muito lindo!!!

Bjus...

Dalva disse...

Oi, Aline!

Que bom que gostou!

Venha sempre, viu?

Beijinho.

Úrsula Avner disse...

Belo e reflexivo pensamento do nosso eternizado poeta Carlos D. de Andrade. Abraços.

Dalva disse...

Oi, Ursula

Drummond encanta sempre!

Bjs.

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