segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Encontros e desencontros

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"À primeira vista, o mundo parece uma multidão de solidões amontoadas,
todos contra todos, salve-se quem puder;
mas o sentido comum, o sentido comunitário, é um bichinho duro de matar.
A esperança ainda tem quem a espere, alentada pelas vozes que ressoam
desde nossa origem comum e nossos assombrosos espaços de encontro.
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Eu não conheço felicidade maior que a alegria de reconhecer-me nos demais. Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé.
Reconhecer-me nos demais, reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo,
e também me reconhecer em mulheres e homens que são meus compatriotas,
nascidos em outras terras, e reconhecer-me em mulheres e homens
que são meus contemporâneos, vividos em outros tempos.
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Os mapas da alma não têm fronteiras."
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Eduardo Galeano

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2 comentários:

Helena Arruda disse...

Que beleza de reflexão, Dalva!

Boa segunda-feira prá ti, com o meu beijo!

Dalva disse...

Obrigada pela visita e pelo comentário, Helena.

Bjs.

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