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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Idade invisivel

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Interessante projeto da fotógrafa Jan Potts chamado "The Invisible Age"
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São auto-retratos feitos por mulheres que se sentem "invisíveis". Assim se definem:

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"Ao mostrar nossas imagens aqui estamos declarando a nossa sensação de invisibilidade e, ao mesmo tempo, estamos nos tornando visíveis, mesmo que fugazmente..."

A idade invisível:

Nossa sociedade valoriza mulheres mais jovens, por sua beleza e vitalidade. Também valoriza mulheres mais velhas por sua sabedoria e caráter. Mas, aos olhos dessa mesma sociedade, a mulher de 50 ou 60 anos tem pouco valor é torna-se praticamente invisível.

A Idade Invisível não é apenas um fenômeno externo, segundo Jan Potts, mas também tem seu aspecto interno. Nesse processo a mulher experimenta o velho eufemismo "mudança de vida". Passa por muitas transições, sofrendo não apenas devido às alterações hormonais provocadas pela menopausa, mas também devido às mudanças físicas e emocionais.


São momentos que geralmente incluem perdas: a morte dos pais, o fim de parcerias e relacionamentos pessoais, a mudança dos filhos...


Mas esse tempo também pode ser uma época de recomeços... novas relações, novas opções de trabalho, menos obrigações familiares.

Muitas vezes a idade invível coloca a mulher numa luta vital para uma auto-redefinição à luz de todas essas mudanças..

Veja aqui o excelente projeto de Jan Potts.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Passagem

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Esta é a lenda do ritual de passagem da juventude dos índios Cherokees.
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.
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Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.
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Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo dodesconhecido.
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O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insetos e cobras podem vir picá-lo.
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Ele pode estar com frio, fome e sede.
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O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.
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Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.
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Finalmente... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
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Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
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Autoria desconhecida

domingo, 17 de agosto de 2008

Os cegos e o elefante

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Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles, que de vez em quando discutiam sobre qual seria o mais sábio.
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Certa noite, depois de muito debaterem acerca da verdade da vida, e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:- Somos cegos para que possamos ouvir melhor e compreender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora.
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No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do bicho e declarou:
- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar em seus músculos e eles não se movem: parecem paredes.
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- Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante. - Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra. Ele se parece com um tigre-dente-de-sabre!
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- Ambos se enganam! - retrucou o terceiro sábio, que apalpava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia.
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- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante!
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- Vejam só! Todos vocês, mas todos mesmo, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.
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E assim ficaram debatendo, aos gritos, os seis sábios, durante horas e horas. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, ele pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e errados ao mesmo tempo.
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Agradeceu ao menino e afirmou:
- Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo e continuam sempre tolos.
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História do folclore hindu

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A canção dos homens

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Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a "canção da criança".
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Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
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Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento, a pessoa escuta a sua canção. Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, assim como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
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Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, levam-no até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor. Então lhe cantam a canção. A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo, é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.
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Quando reconhecemos nossa própria canção, já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém. Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou às escuras imagens que mostras aos demais. Eles recordam tua beleza quando te sentes feio; tua totalidade quando estás quebrado; tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.
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Tolba Phanem , poetisa africana
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