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domingo, 27 de abril de 2014

Eles x Elas



Samantha: "Como era ser casado?"
Theodore: "Era emocionante...Nós crescemos e mudamos juntos. Mas essa é a parte difícil. Mudar sem assustar o outro."

(do filme "Ela")

Quero mais



(...) 
Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. 
Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo
do meu prazer e me fazer crer que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre".

Gabriel García Marquez 


Crédito da imagem: Google

domingo, 12 de agosto de 2012

Bons conselhos


"De que são feitos os dias? 
- De pequenos desejos, 
vagarosas saudades, 
silenciosas lembranças."
(Cecília Meireles)


"Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria."
(Martha Medeiros)


Bom domingo... boa semana! 




segunda-feira, 4 de junho de 2012

Seguindo em frente



''E o tempo vai passar
Ao longo dessa estrada.
Novas estórias lhe serão então contadas.
E você vai crescer,
Sonhar, sorrir, sofrer
Entre vilões, moinhos, dragões e poucas fadas"

Toquinho




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nós ainda trocamos chinelos

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Hoje quero partilhar com vocês a delicadeza deste texto de Rubem Alves...


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"Abaixo está uma carta deliciosa da Dina. Minha vontade era publicá-la! Uma mulher de 86 anos com a leveza, o humor e a vontade de viver como a Dina merecia voar para envergonhar e ressuscitar os mais jovens! Mas não pude fazê-lo, por razões que vocês compreenderão. Mas agora ela morreu. Ela e suas cartas estão livres, além de quaisquer punições. Enquanto viva ela me autorizou a publicar o que quisesse depois da sua morte.
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***
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Rubem, sempre você, fazendo com que eu recorde, relembre o passado...Você escreveu no Correio Popular no seu espaço, sobre o sexo dos idosos, você citou Davi com a jovem bonita para aquecê-lo. E ele, moita. Você se esqueceu de Salomão, que possuía trezentas concubinas no serralho, no Harém, que quer dizer: lugar proibido. E fora elas, ainda tinha as esposas que residiam no palácio. Será que ele podia com tanta mulher? Eram muitas, e ele precisava de homens para cuidá-las; ajudá-las no banho e no vestir. Mas Salomão mandava castrá-los, e daí, os eunucos, que quer dizer: castrados.
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Então, vamos ao fato, no começo citado. Uma estorinha vivida e presenciada por mim. Era o ano 47. Eu tinha que trabalhar muito para sustentar meus filhos, ajudar, porque o pai deles, não gostava de trabalhar em fábricas, era oleiro, e ganhava pouco. Até quarta-feira, eu lavava roupas para fora. Passava-as a ferro de carvão. O resto da semana ia fazer limpeza nas casas, onde moravam ingleses e alemães. Trabalhava às sextas-feiras para uma inglesa, ela tinha oitenta anos, o marido 82. Ela se chamava Miss Carr e ele Mister Carr. O nome eu nunca perguntei, eram "Miss" e "Mister".
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Ele ainda trabalhava na cidade, sempre muito bem vestido, estatura média, e ela também. Ele vinha almoçar, naquela pontualidade britânica, meio dia.
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Ela fazia o almoço. Eu limpava a casa e lavava a roupa, que ela passava sentadinha numa cadeira. Eu arrumava a mesa, guardanapos em argolas de prata e coisas que tais e sempre flores na mesa. Ele chegava, tirava o paletó, e o colarinho sobressalente duro qual papelão. Se lavava e os dois iam para a mesa. Depois eu tirava a mesa, isto é, o que havia em cima, servia o cafezinho, e quando ia levá-lo, ela estava sentada no colo dele, e ele a beijava no rosto e em seus cabelos, cabelos que ela os trazia sempre azulados e ficavam assim agarradinhos como se fossem dois jovens. Eu achava lindo, e me perguntava: Será? Ele ia para o trabalho e ela ficava no portão, ele se voltava e acenava-lhe com a mão, até virar a esquina.
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E um dia de manhã, eu arrumando o quarto dele, cada um dormia no seu. Aí encontrei dois chinelos, mas um era o dela. Eu lhe disse: Miss, aqui tem um chinelo seu e outro do mister. E ela, com aquela carinha engraçada e de quem fora bonita me disse, no seu português ar revezado:
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"Nós ainda trocamos chinelos..."
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Eu arregalei os olhos e sorri, e vi naquela frase tão natural e tão bela, que o amor, entre aqueles que se amam de verdade, nunca morre. Eu fiquei feliz com a felicidade e o amor que irradiava no rosto daquela velhinha simpática.
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(21-5-2001). Dina.
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Rubem Alves


sábado, 29 de outubro de 2011

Liberdade em qualquer idade



"Tenho uma filha de 15 anos e minha casa vive cheia de adolescentes, entusiasmadas, saltitantes, maquiadas, tagarelas. São enjoadas de tão perfeitas, corpo, pele, cabelo, roupinha da moda e muita, muita insegurança. Se acham gordas, o cabelo não está bom, usam unhas postiças, pintam cabelo e ficam horas na esteticista fazendo não sei o que. Precocidade inútil, mas, que atire a primeira pedra qual a garota que nunca ficou histérica ao ver uma espinha no meio da cara justo no dia mais importante da sua vida - ir ao cinema com aquele garoto lindo que usa aparelho.

Observo discretamente e dou graças pelos meus 36 anos. Maturidade mansa, despretensiosa. Não espero que meu corpo seja igual de uma maratonista, se aparece uma espinha uma base leve resolve. Minha preocupação é tomar água e usar filtro solar, no mais, caminho de acordo com meu tempo. Faço ergométrica e quando tenho vontade me sento em frente a tv com um bom filme e uma bacia de pipocas. Hidrato os cabelos com frequência, faço as unhas e como pizza sem culpa.Não tenho espelhos estéticos, não leio revistas de moda ou de dietas, prefiro poesias. Se uma ruga ou um quilo aparecem, enlouquecer vai me tornar velha, gorda e chata.Meu momento é de alforria. Me libertei das correntes que a mídia, a sociedade, ou seja lá o que for impõem como beleza.

Vivo a plenitude de conviver em harmonia com minhas imperfeições e essa calmaria me faz sentir uma belezura."

Renata Fagundes


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Suavidade



Se a gente cresce com os golpes duros da vida,
também podemos crescer com os toques suaves da alma.

Cora Coralina


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Envelhecer



Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo tão real, conhece o sginificado das coisas, tudo se repete tão terrível e fastidiosamente. Isso também é velhice. Quando já sabe que um corpo não é mais que um corpo. E um homem, coitado, não é mais que um homem, um ser mortal, faça o que fizer... Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, não, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o estômago, ou o coração. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, começa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decrépito que seja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recordações, ou a vaidade; e então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactidão: a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida. Não pode acontecer nada de inesperado: não te surpreeende nem o imprevisto, nem o invulgar ou o horrível, porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem, nem o mal... e isso é precisamente a velhice.

Sándor Márai
em As Velas Ardem Até ao Fim

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sem aviso

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"Sem aviso, o vento vira a página da vida."
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Helena Kolody
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nunca te detenhas

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Tem sempre presente que a pele se enruga, que o cabelo se torna branco, que os dias se convertem em anos, mas o mais importante não muda!
Tua força interior e tuas convicções não tem idade.
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Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
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Enquanto estiveres vivo, sente-se vivo. Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas. Continua, apesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje a fibra que há em você. Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
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Quando pelos anos não consiga correr, trota. Quando não possas trotar, caminha. Quando não possas caminhar, usa bengala. Mas nunca te detenhas.
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Madre Teresa de Calcutá
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Idade invisivel

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Interessante projeto da fotógrafa Jan Potts chamado "The Invisible Age"
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São auto-retratos feitos por mulheres que se sentem "invisíveis". Assim se definem:

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"Ao mostrar nossas imagens aqui estamos declarando a nossa sensação de invisibilidade e, ao mesmo tempo, estamos nos tornando visíveis, mesmo que fugazmente..."

A idade invisível:

Nossa sociedade valoriza mulheres mais jovens, por sua beleza e vitalidade. Também valoriza mulheres mais velhas por sua sabedoria e caráter. Mas, aos olhos dessa mesma sociedade, a mulher de 50 ou 60 anos tem pouco valor é torna-se praticamente invisível.

A Idade Invisível não é apenas um fenômeno externo, segundo Jan Potts, mas também tem seu aspecto interno. Nesse processo a mulher experimenta o velho eufemismo "mudança de vida". Passa por muitas transições, sofrendo não apenas devido às alterações hormonais provocadas pela menopausa, mas também devido às mudanças físicas e emocionais.


São momentos que geralmente incluem perdas: a morte dos pais, o fim de parcerias e relacionamentos pessoais, a mudança dos filhos...


Mas esse tempo também pode ser uma época de recomeços... novas relações, novas opções de trabalho, menos obrigações familiares.

Muitas vezes a idade invível coloca a mulher numa luta vital para uma auto-redefinição à luz de todas essas mudanças..

Veja aqui o excelente projeto de Jan Potts.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Coração jovem

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"Meu coração se transforma a cada experiência.
Mas ainda palpita, sobressalta e se assusta.
Ainda é vulnerável como quando eu tinha dez anos."
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Lya Luft

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domingo, 26 de julho de 2009

Perder a ilusão

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"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
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Miguel Sousa Tavares
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

O medo

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"Que medo tenho quando conto as horas; quando vai clareando a aurora;
que medo que as noites quentes se tornem frias;
que me sinta tão só e tão vazia.
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Porque tenho medo aos anos, tenho medo à morte;
pois não tenho tempo para contar o tempo ."
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L. Flores

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domingo, 28 de junho de 2009

Amadurecer

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"Um domingo de tarde sozinha em casa dobrei-me em dois para a frente
- como em dores de parto - e vi que a menina em mim estava morrendo.
Nunca esquecerei esse domingo. Para cicatrizar levou dias.
E eis-me aqui. Dura, silenciosa e heróica.
Sem menina dentro de mim."
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Clarice Lispector
trecho de A descoberta do mundo

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Maturidade

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"A maturidade me permite olhar com menos ilusões. Aceitar com menos sofrimento.
Entender com mais tranqüilidade, e querer com mais doçura."
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Lya Luft
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"E não será a maturidade, a coragem de viver sucessivas aprendizagens que não nos podem destruir?"
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Nélida Piñon
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Coisas que perdemos

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"As coisas se desprenderam de mim. Eu prolonguei certos desejos; eu perdi amigos, alguns para a morte... outros pela incapacidade de atravessar a rua.”
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Virgínia Woolf
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Envelhecer

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Gosto das mulheres que envelhecem, com a pressa das suas rugas, os cabelos caídos pelos ombros negros do vestido, o olhar que se perde na tristeza dos reposteiros.
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Essas mulheres sentam-se nos cantos das salas, olham para fora, para o átrio que não vejo, de onde estou, embora adivinhe aí a presença de outras mulheres, sentadas em bancos de madeira, folheando revistas baratas.
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As mulheres que envelhecem sentem que as olho, que admiro os seus gestos
lentos, que amo o trabalho subterrâneo do tempo nos seus seios. Por isso esperam que o dia corra nesta sala sem luz, evitam sair para a rua, e dizem baixo, por vezes, essa elegia que só os seus lábios podem cantar.
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Nuno Júdice
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

As coisas que deixamos pelo caminho

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Têm muitas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe.
Quando viu, babau, já não é mais.
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Mocidade é isso aí, sabia?
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Caio Fernando Abreu
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Síndrome do poente

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"Todos os dias ela acorda e não reconhece a própria casa, não reconhece os filhos, não reconhece os netos. Quando olha no espelho, enxerga uma menina.
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O espelho é o único que não mente."
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Flávio Machado

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