aqui ao lado deste jardim (vê-se do jardim) há uma cegonha. Vive numa chaminé, claro. A cegonha não lhes interessa, a estes homens, porque não está presa, acho que é por isso que a cegonha não lhes interessa, mas não sei se me deva contentar com essa explicação.
Sei que nas lojas às vezes têm animais em gaiolas. Às vezes no meio da rua. É para abater a pedido, a carne palpitante. É um cheiro, não de fezes, mas de medo: toda a esquina, quase toda a rua, cheira a medo.
No entanto os animais continuam a comer. Comem até morrer. Não sei se diga que são originais, quanto a estes visitantes, a estes homens, não sei se comem também até morrer, nem sei se já defecaram hoje, todos. Chegam aqui e ficam à espera: olham para mim e uns para os outros e estão à espera: de qualquer coisa vinda de fora deles, de fora para dentro, um consolo, uma emoção, uma surpresa, um divertimento, qualquer coisa que lhes anime a vida, que por momentos os faça não estarem arrependidos de ter nascido.
Hoje melhor seria, claro, terem ficado diante da televisão, terem ficado a ler qualquer graciosa história de amor com happy-end, por exemplo aquela novela intitulada em português "um homem no jardim zoológico". Não sabem por que é que eu estou aqui: mas sabem que não é para os divertir. E se as jaulas estivessem todas cheias com outros como eu, como eles? sim, se as jaulas estivessem todas cheias com outros como eles, como eu?
[...]
Alberto Pimenta
em Que Lareiras na Floresta
Crédito da imagem: Uol Notícias, (Visitantes deixaram homenagens ao gorila morto em zoológico norte-americano), aqui
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida." Vinícius de Moraes
Acredito que esta frase do poetinha é a que melhor descreve a vida que levamos hoje em dia.
Li em algum lugar que a distância é a mãe de todos os encontros que acabam em desencontros, mas não é bem assim.
Muitas vezes aqueles que nos são mais próximos (familiares, amores, amigos) são com quem mais nos desencontramos diariamente.
Os maiores desencontros de que tenho tomado conhecimento são os desencontros de amor.
Num mundo tornado pequeno pela Internet, onde podemos ter acesso a tudo e a todos através de um mouse e um teclado, desaprendemos a arte do encontro.
Num simples clic estamos trocando idéias com pessoas do outro lado do mundo. Os celulares permitem comunicação imediata, troca de mensagens incessante. Não há limite de tempo para os contatos, estamos todos linkados através das redes sociais... Isto é bom – se levarmos em conta que quanto maior o fluxo de comunicação, maior a liberdade de expressar pensamentos, partilhar sonhos, angústias e sentimentos. Mas tem o lado B. Quanto maior a liberdade, maior a necessidade de controle das pessoas umas pelas outras. Quem nunca se viu tentado a invadir a privacidade das mensagens do WatsApp do seu amor?
"Que pode uma criatura senão, entre outras criaturas, amar?" Carlos Drummond de Andrade
Por que, a cada dia, cresce mais e mais o número de frequentadores de sites de relacionamentos? Por que, a cada dia, as pessoas sentem mais dificuldades de encontrar uma pessoa para amar e alguém que as ame? E por que, quando finalmente encontramos, surgem tantos problemas que transformam aquele que deveria ser o “encontro” perfeito num desastroso “desencontro” amoroso?
Afinal, por que nos cercamos de tantos conflitos de sentimentos? Querer e não querer, saudade e enfado, amar e odiar, doçura e raiva... por que esse processo é tão desesperador?
Por que tanta dificuldade no amor – um sentimento tão simples, pois quando se ama se ama e ponto, não há meio-termo . Se duas pessoas se gostam, o que elas querem? Ficar juntas, não é? Parece simples.... mas por que não é? Afinal, amamos pela paz que o outro nos dá ou pelo tormento que nos provoca?
A verdade é que o o amor tem que ser apenas “encontro”, apenas isso.
Esse encontro vai acontecer se para isso estivermos predispostos a acolher o outro como ele chega até nós. Cada um traz a sua história... quanto mais idade tem a pessoa, mais história ela traz. Ninguém deixa prá trás suas histórias, suas experiências. Afinal, elas são o que são justamente por causa disso. Cada um tem uma bagagem específica: sonhos não realizados, frustrações, traumas, amores fracassados. Para que o verdadeiro encontro aconteça é preciso acolher o outro com tudo o que ele traz. Ser paciente com tudo o que já foi vivido e estar aberto para o que se quer viver juntos: novos sonhos, novos desejos, novas esperanças.
O encontro é algo nobre. Não pode ser apressado. Tem que ser solidificado na liberdade de ser, de escolher e de querer estar na companhia do outro integralmente.
O encontro vai acontecer somente naquelas relações que não têm medo do vínculo. Há que ser construído com base na vontade de estar juntos, da abertura para que se conheça um ao outro.
Atire a primeira pedra quem nunca passou por momentos de baixa auto-estima. Todos temos inseguranças e carências. Por isso temos a tendência de “aprisionar” nossos objetos de desejo. Nos confundimos achando que para se ter alguém temos que ser capazes de controlar. Daí transformamos aquele espaço afetivo de troca de experiências existenciais, afetivas e sexuais em verdadeiras “celas” afetivas.
Conhecemos uma pessoa e em nossas conversas descobrimos que temos muitas afinidades. Através de nossas fotos sabemos que pode haver uma atração. Tem-se aí duas fortes bases para que aconteça um encontro de sucesso: afinidade mútua e atração física. E aí então marcamos um encontro. Começamos a escolher a roupa que vamos usar. Demoramos na frente do espelho escolhendo o melhor vestido, a camisa que mais valoriza o físico, a cor que mais agrada... Mas não enxergamos que debaixo disso tudo estamos levando também nossas carências afetivas... e a pressa na resolução delas. Somos seres “instantâneos”. Temos pressa, queremos suprir nossas carências custe o que custar, muitas vezes sem prestarmos atenção na carência do outro. E o verdadeiro “encontro” então... não acontece.
É o desencontro: nos apresentamos ao outro como uma pessoa descontrolada e ávida pelos prazeres do sexo, que desaprendeu a amar numa relação de afeto, respeito... que leva tempo para ser edificada, que precisa de paciência para poder existir.
É preciso repensar nossa forma de amar. Precisamos aprender a arte do encontro. E como todo caminho começa com um passo inicial, este é bem simples: encha seu coração de um amor saudável, verdadeiro, fiel e comprometido – e estará no caminho certo para um encontro equilibrado.
Dai-nos, meu Deus, um pequeno absurdo quotidiano que seja,
que o absurdo, mesmo em curtas doses,
defende da melancolia e nós somos tão propensos a ela!
(...)
Garanti-nos, meu Deus, um pequeno absurdo cada dia.
Um pequeno absurdo às vezes chega para salvar.
"Eu cai tanto na minha vida que aprendi a ver o chão macio, eu sei que não plantei espinhos porque já voltei descalço pelo caminho e encontrei somente flores."
Seja em que cultura for, não se pode negar o poder do "vestido de noiva". Branco, festivo, com rendas, decotado ou recatado: seu apelo é universal.
Mesmo nas culturas onde as mulheres não são lá muito favorecidas e o vestido de noiva não se encaixa muito bem, dá-se um jeito.
Tara Todras-Whitehill/AP
A fotografia acima reflete bem esse pensamento. Por cima do branco vestido de noiva o tradicional manto negro, além de um capuz branco cobrindo o rosto, como manda o figurino do islã. É um misto do sonho dourado de princesa com o jugo do imperativo religioso.
A história do vestido de noiva remonta à Rainha Vitória em seu casamento em 1840. Com seus modestos dotes de beleza, ela precisava impressionar seu príncipe bonitão "Albert"encantado. Pediu, então, aos costureiros e designers da corte:
"Um vestido de cetim branco que deixe os ombros de fora, brincos grandes e fulgurantes, um misterioso véu de renda, além de muitas flores de laranjeiras para a grinalda". E este foi o modelo que atravessou séculos, claro que com pequenas adequações.
Além dos modelitos sofisticados, modernos ou os mais tradicionais, hoje o sonho de princesa inclui "o dia da noiva", "o chá de calcinha", "o chá de panela", "a despedida de solteira" e muito mais... Mas o detalhe principal do evento é certamente "o vestido". Afinal, ele é o maior símbolo da beleza e da feminilidade, e a noiva - branca e radiante - não abre mão disto.
Seguem, abaixo, os segredos para um casamento feliz:
1. É importante encontrar um homem que seja romântico e fiel.
2. É importante encontrar um homem que ganhe muito dinheiro.
3. É importante encontrar um homem que goste, por exemplo, de passar uma tarde no shopping, fazendo compras ou simplesmente batendo pernas.
4. É muito importante que esses três homens nunca se encontrem.
Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.
Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.
Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.
Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.
Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho. Você não tem vergonha, não?
Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.
Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.
Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras. Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?
Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro. Essa é a sua idéia de curtir a vida?
Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?
A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.
Como será amanhã? Responda quem puder. Beijos,
Fernanda Young
Fernanda Young é escritora, roteirista e apresentadora de TV
- Gordo e preguiçoso, o gato Garfield, criação do cartunista americano Jim Davis, é a personificação da ojeriza à segunda-feira.
- Lunes, lundi, lunedì ou, numa tradução literal, dia da lua em línguas como espanhol, francês e italiano preservaram a denominação pagã dada a esse dia da semana.
- No português prevaleceu a influência católica, que aboliu os nomes inspirados nos deuses pagãos. "O português assumiu um fator de cristianização do calendário", explica o teólogo Fernando Altemeyer, da PUC de São Paulo.
- Segunda-feira vem do latim feria secunda, o dia seguinte ao da ressurreição de Jesus.
É segunda-feira de novo!
Segundo dia da semana, já que o primeiro dia é o domingo. Nas religiões pagãs antigas segunda-feira era o dia dedicado à lua, por isso até hoje é chamado de "lunes" em espanhol, de Monday (moon day, dia da lua) em inglês e Montag em alemão.
A maioria das pessoas o considera o pior dia da semana; já os mais otimistas conseguem enxergar a segunda feira como o reinício de um ciclo... o recomeço sagrado.
Alguns piadistas dizem que a única coisa boa na segunda-feira é ser o dia mais longe da próxima segunda-feira.
Mas, quer saber? Não tem jeito! Então, seguem algumas dicas para começar este dia num astral melhor:
- Na véspera da segundona, não exagere no álcool nem na comida. Fique o mais próximo possível da rotina.
- No raiar da segunda, modere o consumo de estimulantes, como a cafeína. Além da conta, ela provoca uma agitação excessiva.
- Capriche na alimentação e não fique muito tempo sem comer. Dessa forma, afasta-se o risco de chateações, como a queda dos níveis de açúcar no sangue. Além de tonturas, o susto pode deixar o indivíduo ansioso e provocar uma taquicardia.
Então: salve a segundona! Anime-se, levante a cabeça, e tenha uma semana cheia de entusiasmo e...
É com profundo pesar que anunciamos o falecimento da Educação. O princípio de todos os princípios foi vítima da falta de investimentos. Sim, mas também da nossa indesculpável falta de tempo paa os filhos da evasão escolar, da negligência familiar, das prioridades equivocadas e da falta de preocupação com o futuro de cada um e de todos nós.
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EMPREGO
Consternados, comunicamos o falecimento de nosso querido emprego, devido ao fracasso de políticas sociais e da falta de confiança para investir no emorme potencial do nosso país. Sentiremos muito a sua falta.
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FAMÍLIA
É nosso doloroso dever informar o falecimento da família. Instituição querida que se foi devido aos maus-tratos, ao alcoolismo, ao abuso sexual, à falta de planejamento familiar, ao trabalho e à exploração infantil e à recorrente falta de carinho, apoio e respeito ao próximo.
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DIGNIDADE
Lamentamos comunicar o falecimento da dignidade, fruto da dificuldade que homens, mulheres e crianças do nosso país encontram para garantir oportunidades e condições mínimas para levar uma vida decente.
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INFÂNCIA
Lamentamos a partida da nossa querida infância. Um período tão importante de nossas vidas que, infelizmente, se foi graças à exploração e à necessidade do trabalho infantil, ao desrespeito ao estatudo da criança e do adolescente, ao erro de não se viver cada coisa ao seu tempo e aos inúmeros "cresce menino!" ouvidos Brasil afora. Sentiremos saudades da infância. Mais ainda por aqueles que, por não a conhecerem, não poderão sentir.
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RESPONSABILIDADE
Informamos a todos, com muita dor, o falecimento da responsabilidade; vitimada pela inconsequência daqueles que mesmo cientes de seus deveres, deixam de cumpri-los e pela classe média, que financia o tráfico por meio do consumo de drogas, uma diversão hipócrita que não tem a menor graça.
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CIDADANIA
É com dor e consternação que informamos a todos o falecimento de nossa muito amada cidadania. Fundamento básico da convivência social, a cidadania foi vítima de violações de leis e direitos humanos e até mesmo da nossa atitude, cada vez que nos omitimos, preferindo reclamar que "ninguém faz nada" a levantar, tomar voz e participar ativamente da construção da nossa sociedade.
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TOLERÂNCIA
Comunicamos o falecimento da nossa querida tolerância, causado pela arrogância, pela prepotência, pelo preconceito, explícito ou velado, que todos manifestamos em algum momento de nossas vidas. Em homenagem a essa triste partida, lembremos que o princípio de que uns são melhores do que os outros só nos torna piores.
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MORADIA
Informamos com pesar o seu falecimento. A nossa querida moradia se foi por flta de planejamento público, pela incapacidade de lidar corretamente com a favelização e pela dificuldade em garantir que comunidades carentes tenham acesso à luz, ao saneamento básico, enfim, às condições propícias para o estabelecimento digono de uma base familiar.
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RESPEITO
É com extremo pesar que comunicamos o falecimento do respeito, causado por carros avançando os sinais, pessoas jogando lixo nas ruas, lugares não cedidos nos ônibus, carteiradas e por todas as situações em que esquecemos que o nosso direito termina onde começa o do outro.
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HONESTIDADE
Com profunda dor, informamos o falecimento da honestidade. Um princípio que se foi devido à sonegação de impostos, às compras de produtos piratas, às "cervejinhas" deixadas nas blitz e, principalmente, devido à nossa equivodada mania de chamar corrupção em pequena escala de "jeitinho".
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JUSTIÇA
Lamentamos a partida de nossa amada justiça, causada pelo corporativismo, pelos pré-julgamentos e preconceitos, pela arrogância, pela troca de favores, pela corrupção e, principalmente, pela impunidade.
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SOLIDARIEDADE
É com extremo pesar que comunicamos a todos o falecimento de nossa querida solidariedade, vítima do individualismo exacerbado, do egoísmo e da nossa crescente incapacidade de levantar uma mão que seja em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
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CIVILIDADE
Consternados, informamos o falecimento da civilidade. Muitas foram as causas desse triste óbito: a nossa mania de levar vantagem em tudo, as filas que desrespeitamos, as brigas no trânsito e a nossa insistência em escolher, por conveniência, as leis a serem respeitadas. O país sentirá saudades.
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AUTORIDADE
Comunicamos, consternados, o falecimento da autoridade. Mais uma vítima dos progressivos deamandos e abusos de poder, da corrupção, do descaso e do mau exemplo, que geraram desconfiança e fizeram com que a palavra autoridade se tornasse sinônimo de medo e de omissão, e não mais de respeito e reverência.
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BOM SENSO
Comunicamos o lamentável falecimento do bom senso. Mais uma vítima dos incontáveis equívocos na definição de prioridades, da falta de diálogo e das inúmeras coisas que deixamos de fazer, ou trocamos por outras absolutamente irrelevantes, simplesmnte por não pararmos uma minuto sequer para refletir sobre o que realmente importa.
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Recebi este texto já há algum tempo por e-mail, de autoria desconhecida.
Fala do Velho do Restelo ao astronauta . Aqui na terra a fome continua A miséria e o luto A miséria e o luto e outra vez a fome Acendemos cigarros em fogos de napalm E dizemos amor sem saber o que seja. . Mas fizemos de ti a prova da riqueza, Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez. E pusemos em ti eu nem sei que desejos De mais alto que nós, de melhor e mais puro. . No jornal soletramos de olhos tensos Maravilhas de espaço e de vertigem. Salgados oceanos que circundam Ilhas mortas de sede onde não chove. . Mas a terra, astronauta, é boa mesa (E as bombas de napalm são brinquedos) Onde come brincando só a fome Só a fome, astronauta, só a fome.
Telefones celulares, agendas eletrônicas e computadores portáteis cada vez mais compactos, e portanto com teclas cada vez menores, pressupõem usuários com dedos finos. Se vale a teoria da seleção natural de Darwin, as pessoas com dedos grossos se tornarão obsoletas, não se adaptarão ao mundo da microtecnologia e logo desaparecerão. E os dedos finos dominarão a Terra.
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Há quem diga que, como os miniteclados impossibilitam a datilografia tradicional e, com o advento das calculadoras, os cinco dedos em cada mão perderam a sua outra utilidade prática, que era ajudar a contar até dez, os humanos do futuro nascerão só com três dedos em cada mão: o indicador para digitar (e para indicar, claro), o dedão opositor para poder segurar as coisas e o mindinho para limpar o ouvido.
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Outra inevitável evolução humana será a pessoa já nascer com um dispositivo - talvez um dente adicional, cuneiforme, na frente - para desembrulhar CDs e outras coisas envoltas em celofane, como quase tudo hoje em dia.
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E fiquei pensando no enorme aperfeiçoamento que seria se as próprias pessoas viessem envoltas numa espécie de celofane em vez de pele. Imagine as vantagens que isto traria. No lugar de derme e epiderme, uma pele transparente que permitisse enxergar todos os nossos órgãos internos, tornando dispensáveis o raio X e outras formas de nos ver por dentro. Bastaria o paciente tirar a roupa para o médico olhar através da sua pele e dar o diagnóstico, sem precisar apalpar ou pedir exames.
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Está certo, seríamos horrorosos. Em compensação, a pele transparente seria um grande equalizador social. 'Beleza interior' adquiriria um novo sentido e ninguém seria muito mais bonito que ninguém, embora alguns pudessem ostentar um baço mais bem acabado ou um intestino delgado mais estético, e o corpo de mulheres com pouca roupa ainda continuassem a receber elogios ('Que vesícula!').
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Acabaria a inveja que as mulheres têm, uma da pele das outras, e a conseqüente necessidade de peelings, liftings, botox, etc. E como todas as peles teriam a mesma cor - cor nenhuma - estaria provado que somos todos iguais sob os nossos invólucros, e não existiria racismo.
Li uma crônica de Carmen Vasconcelos muito interessante que quero compartilhar com vocês. O tema dessa crônica é a tão aclamada e atual morte do amor romântico. Isso, para mim, não passa de uma teoria insana que andam querendo nos impingir.Já escutei muita gente dizendo que o tal do amor romântico nada mais é do que uma busca idealística. E que também ele é tão mais intenso quanto for a sua proporção de sonho irrealizável... Não concordo que a nossa história de amor ( e todos já vivemos uma...) sejam apenas histórias de buscas, jornadas, lutas.
Uma vez também li, não me recordo onde, que"...e foram felizes para sempre..."é sempre o ponto final da história, porque uma vez concretizado o amor nada mais existe, tudo se perde, inclusive o próprio sentimento.
Sei que vivemos um mundo onde tudo é muito rápido, muito imediato, e corremos o risco de buscar apenas a satisfação de nossos desejos, abrindo mão de nossos ideais. Mas... ao perdermos nossos ideais, perdemos tudo.
Leiam a crônica, e logo a seguir "A Necrologia do Verbo Amar".
. A MORTE DO AMOR ROMÂNTICO .
Carmen Vasconcelos - Poetisa
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E chegamos ao fim.
Sinos dobram, arautos anunciam e o gajeiro da nau catarineta avisa: o amor romântico, este ser abominável, criado há uns oitocentos anos para nosso deleite e nosso padecimento está em vias de desaparecer.
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Ele, o dito cujo, o anjo decaído, aquele que desvia, o excomungado, o senhor das moscas, sucumbirá. Será extinto pelos valores da sociedade moderna, a sociedade do ego, que exalta a individualidade, desdenha o coletivo e execra definitivamente todos os tipos de dependência.
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E ele, o encardido amor romântico, cria uma enorme gama de dependências. Parece que é feito só disso. É dependência física, emocional, espiritual, dependência de companhia para tomar sorvete, para ir ao supermercado e vai por aí. O amor romântico é tinhoso também porque mente, inventa, ludibria. Envolve os incautos amantes numa teia de delírios. O que sentimos, afinal, não é o puro sentimento imaginado por nós, é só uma projeção que resulta na invenção de uma alma, à qual destinamos a imagem de uma pessoa real escolhida e então passamos a amar irremediavelmente e para sempre (ou até a descoberta da ilusão sordidamente traçada por ele, o-rabo-de-seta do amor).
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O nosso, a gente inventa. E haja terapeutas e técnicos de auto-ajuda para dizer-nos que nossa individualidade é mais interessante do que a procura da cara-metade inexistente, que a completude tem de ser nossa e não buscada em outra pessoa (ainda mais, inventada com aquilo que, de nós, supomos existir nela – é de Fernando Pessoa o verso: “Ninguém ama o outro, senão o que de si há nele ou é suposto”). Temos de estar inteiros para nos envolvermos emocionalmente com outro ser, que também deve ser pleno. E o amor romântico nos quer carentes, desejantes do outro que nos complete.
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É, o amor romântico está na berlinda. Ou melhor, está no cadafalso, em vias de ser enforcado. Amor bom, dizem os entendidos de exatidões, é amor entre seres que, antes de amar, precisam estar suficientes. Auto-suficientes. Devemos amar é a nós mesmos. O outro, aquele que, segundo o amor romântico, seria a razão da nossa felicidade eterna ou da nossa imortal tristeza, é alguém que deve caminhar ao nosso lado, mas cuidando dele mesmo, como cuidamos de nós. E nem se fale em eternidade. É até que a vida nos separe. Sem dramas, afinal, seremos sempre nós mesmos.
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É, o amor romântico não cabe na nova cultura, fixada no eu sozinho. Não nos vale procurar a mítica unidade: dois seres em um. O desejo de fusão deságua na dor concreta, real, da impossibilidade dessa fusão. “...tão contrário a si é o mesmo amor.”
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O amor romântico é trágico de nascença, porque a perfeição é inatingível. Ele não é o capitalismo (ao contrário, é um fator de caos no capitalismo), mas contém em si o germe da sua destruição. Por isso, pregam os profetas do modernismo e os livros de auto-ajuda: protejam-se do amor romântico. Fortaleçam-se em si mesmos. O amor romântico é Maya, ilusão. Não existe.“Porém, se acaba o sol, por que nascia?” Se o renegado não existe mesmo, ou se está às portas da morte, que graça terá a vida? A vida só vale ser vivida porque inventamos sentido para ela, e o amor romântico (perdoem-me os soltos), com os seus mistérios gozosos, gloriosos e dolorosos, é um sentido plenamente justificado.
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NECROLOGIA DO VERBO AMAR . Amo - lançando-se contra moinhos de vento - gritava dom Quixote. . Amo – envenenado de céus - gritava Otelo. . Amo – recostado em Ossian - soluçava Werther. . Amo – tremendo nas carruagens de Jasvin - repetia Vronski. . Amo – separando-se de Grusenka - sonhava Dimitri Karamazov. . Amo – brandindo a espada - recitava Cyrano. . Amo – regressando do comício - sussurrava Jacques Thibault. . Amo – gritaria também o herói de um romance contemporâneo, mas o autor não lho permite. . Não está na moda. O amor já não é contemporâneo. . Izet Sarajlic . Trad. de José Luís Peixoto e Juan Piqueras . .
O beijo é um capítulo muito especial na história da humanidade.
Aprende-se a beijar desde que se vem ao mundo... e muitos psiquiatras e pscicanalistas se preocupam em entender e explicar a evolução do beijo...
De um movimento labial que originalmente estava voltado à nutrição e a sobrevivência (sugar o peito da mãe) até o mais puro desfrute do prazer.
Beija-se por costume, por educação, por respeito ou por pura formalidade. Depende da cultura, e do que se quer expressar com o beijo.
A mais antiga representação que se tem de um beijo são as esculturas e murais do templo de Khajuraho, na Índia, datadas do ano 2500 a.C.
No Kama Sutra indiano, publicado no século IV da era cristã existe um capítulo inteiro dedicado ao beijo. Lá se aprende que “não há duração fixa ou ordem entre o abraço e o beijo, o aperto e as marcas feitas com as unhas e os dedos”, já que “o amor não cuida do tempo ou da ordem.”
Ainda segundo o Kama Sutra, o beijo pode ser moderado, contraído, pressionado ou suave. Direto, inclinado, voltado ou apertado. E não esqueça do fator reciprocidade: "Seja o que for que um amante faça ao outro, este deve retribuir; isto é, se a mulher o beijar, deve beijá-la...
Na Grécia antiga, o beijo era um elemento diferenciador... os membros das classes inferiores beijavam os da classe superior no peito, nas mãos ou nos joelhos, de acordo com o seu status. Já os mendigos se limitavam a beijar os pés, enquanto os escravos só podiam beijar o chão pisado por seus senhores.
Heródito, historiador do séc. V a. C. relatou sobre o beijo entre os persas e árabes:
"Quando pertencem ao mesmo nível social, as pessoas beijam-se na boca. O beijo no rosto é usado se existe uma pequena diferença entre elas".
Mas sempre houve preconceitos...
Plutarco, historiador grego, conta sobre os costumes na Grécia e em Roma: Catão, o Censor (234 a.C.-149 a.C.), cassou o mandato do senador Pretorius Mamillus, porque foi visto beijando a mulher em público. Mas em particular os romanos nada tinham contra o beijo. O latim até registra três palavras para defini-lo: osculum é o beijo amistoso, nas faces; basium, o beijo apaixonado na boca; e suavium, o beijo amoroso com ternura.
O tradicional beijo no rosto está ligado a sobrevivência. Nos primórdios da raça humana, o olfato era essencial. Cheirava0se uns aos outros para saber se pertenciam a tribos inimigas. Sabe-se que cada grupo tinha um cheiro próprio, característico: o cheiro da tribo. Portanto, o beijo no rosto não nasceu como uma manifestação de carinho, mas como mecanismo de defesa.
Um provérbio sudanês adverte: "Jamais beijes quem seja capaz de te devorar".
O povo esquimó resolveu o problema facilmente: esfregam as pontas de seus narizes e mantem os olhos abertos, vigiando tudo a sua volta... da mesma forma que os mongóis.
Outros povos jamais se beijam, a saber, certas tribos africanas e os antigos japoneses.
Numa exibição de arte em Tóquio, a escultura “O Beijo”, de Rodin, foi colocada atrás de um biombo.
Um visitante se queixou, mas obteve das autoridades a seguinte explicação: “O beijo é um detestável hábito europeu que nós, aqui, desejamos que não se cultive de maneira alguma".
Certas tribos africanas consideram o beijo muito perigoso. Não beijam porque tentam proteger a sua alma. A boca é representa alegoricamente o sopro e o alento da vida: um beijo pode muito bem roubar a sua alma...
Um beijo pode ser símbolo de vida: Deus soprou o alento da vida a Adão pela boca. Nos contos de fada, o príncipe beija a Bela Adormecida e lhe devolve a vida.
Mas também pode simbolizar a morte. Símbolo mais famoso de traição aconteceu entre Judas e Jesus. Segundo os costumes da Máfia italiana, um traidor era marcado com um beijo ritual na boca, indicando que estava marcado para a execução, aprovada pelo Chefão.
O beija-mão foi instituído na França de Luiz XIV (sec. XVII). No começo os homens inclinavam-se para beijar as mãos das damas... coisa que foi tremendamente odiada pelos altos funcionários e nobres da corte francesa, que achavam humilhante o homem fazer uma reverência diante de seres considerados inferiores.
Mas foi o cinema que imortalizou o beijo. Numa pequena sala de projeções em Los Angeles, diante do olhar aparvalhado de 73 espectadores, May Irwim e John Rice beijaram-se durante quatro longos segundos. Foi explosivo! Associações femininas de defesa da moral e bons costumes propuseram um boicote ao filme; a imprensa censurou o que chamou de “moral de taverna”. Mas o mundo mudava. Em 1926, no filme Dom Juan, John Barrymore dá 191 beijos em diversas atrizes.
Não importa o tempo que dure: apenas um segundo e eles podem perpetuar-se para sempre na lembrança. Suaves ou apaixonados, quentes, molhados, doces, eróticos: uma troca de impressões sensoriais que vitalizam o corpo e a mente. E o melhor de tudo: pode-se repetir quantas vezes quiser.
Seja qual for a sua resposta, uma coisa é certa: bem ou mal investido, ele vai acabar.
O ano passa voando e temos a sensação de que 24 horas é pouco para um dia. Mesmo com uma boa dose de priorização e planejamento a vida é cada dia mais corrida... ufa! O tempo passa rápido, e é melhor aprender a lidar com ele antes que ele nos ultrapasse.
Você já ouvir falar sobre o "tempo do relógio" e o "tempo do evento"? Eu não conhecia estes termos até ler um artigo numa revista. É assim:
- No tempo do relógio é ele quem comanda o início e o fim de cada uma das atividades do seu dia.
- No tempo do evento, as atividades começam e terminam quando os envolvidos consideram que é a hora certa. Ou seja, é basicamente uma absoluta falta de urgência.
Nossa sociedade capitalista nos insere no tempo de relógio todos os dias. Não dá para negar: o mundo é de quem pensa mais rápido e pensa mais longe. Mas é preciso lembrar que ao lado do acelerador fica o freio... Saber usá-lo vai ser muito importante para que seu dia tenha duas dúzias de horas e seu ano não passe em branco. Afinal, se o mundo acelera, o jeito é curtir a velocidade: acelerar sim, mas sem perder o ritmo.
É ou não é um desafio? Experimente... hoje é sexta-feira. Nada melhor do que um final de semana para aprender a viver no tempo do evento...
Essa semana uma imagem chamou minha atenção num notíciário: uma idosa segurando um "bebê foca"... Só que esse "bebê foca" é um robô, mais precisamente um "robô pessoal". A idosa é residente em um asilo para portadores de demência, em Washington.
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Foto: The New York Times
Idosa segura "robô pessoal", modelado com objetivo terapêutico para pacientes com demência
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O referido "robô" se move quando é acariciado, pisca os olhos quando se acendem as luzes, abre os olhos quando se faz barulho e geme quando o seguram de forma descuidada. Sob seu pelo sintético branco, existem dois microprocessadores, responsáveis pelo ajuste de seu comportamento, baseados em informações de dezenas de sensores capazes de monitorar som, temperatura, luz e toque. Ao chamá-lo pelo nome, ele responde, pois é capaz de aprender um pequena quantidade de palavras.
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Robôs deste tipo têm sido amplamente usados para apoiar, fazer companhia e até acalmar pacientes em hospitais e escolas, além de alimentar toda espécie de ficção científica sobre máquinas capazes de se relacionarem com os seres humanos.
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Se você dispõe de alguns milhares de dólares para gastar, pode ser o feliz dono de um robozinho destes, com personalidade perfeitamente modelada à sua escolha e necessidade. Eles podem ser sensíveis ao som, responder perguntas simples, rir de suas piadas... Por isso têm sido de grande ajuda no combate a solidão dos idosos residentes em asilos, ou mesmo em suas casas. Pelo mundo afora as pessoas idosas vivem sozinhas, sem ter com quem conversar, e esses robôs não se importam nem um pouquinho em ouvir as mesmas histórias mais de uma vez...
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Mas, se você ainda não chegou a essa idade, nem por isso fica de fora do alcance desta tecnologia. Existem outros tipos de robôs, programados para ajudar aqueles pais que vivem ocupados e não têm tempo de brincar com seus filhos. Eles são capazes de acessar a Internet, conseguem desenhar e distrair as crianças enquanto seus pais trabalham.
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E se você estiver precisando fazer uma dieta, que tal ter um robô obstinado em fazê-lo emagrecer? Ele vai ficar na sua cozinha, controlando tudo o que você comer e monitorando os exercícios físicos que você pratica. E ele fala com você! Imagine-se comendo um generoso pedaço de pudim, e ouvindo seu robô dizer: "Ei! Não faça isso! Tenha vergonha na cara e vá comer uma salada!"
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E não poderia faltar o robô do sexo. Elaborado a partir de um sistema que memoriza frases ditas por pessoas próximas, ele conversa com o seu dono, e é capaz de ter um orgasmo! Os criadores estão aprimorando a linha, tentando reproduzir robôs com personalidades diferentes, que vão desde a mais desinibida até a mais tímida e reservada. E os futuros "esposos" podem, ainda, escolher a cor dos olhos, do cabelo...
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A tecnologia da robótica chegou para ficar, e a cada dia sua aceitação vai crescendo, e mais e mais pessoas vão adquirindo seus "robôs pessoais"...
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Finalizo este post com um perguntinha bem simples: você faria sexo com um robô?