Mostrando postagens com marcador sonho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sonho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sobre a esperança



A esperança tem asas. Faz a alma voar.
Canta a melodia mesmo sem saber a letra.
E nunca desiste. Nunca.

Emily Dickinson


Imagem: facepage Colors For You


Sobre os sonhos



A vida é um sonho.
É o despertar que nos mata.
Quem nos rouba os sonhos rouba-nos a vida.

Virgínia Woolf


Imagem Facepage Color For You


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sobre o sonho



(...) nós temos olhos que se abrem para dentro, esses que usamos para ver os sonhos.

Mia Couto


Crédito da imagem: daqui



Dos meus livros



— É pecado sonhar?
— Não, Capitu. Nunca foi.
— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?
— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.

Machado de Assis in Dom Casmurro


Crédito da imagem: Benoit Courti

Sobre os sonhos



"Da existência ficara-lhe o olhar desvairado, para dentro, de quem segue na alma um sonho e anda na vida por acaso, o olhar daqueles em quem a vida interior é enorme e que ficam surpreendidos quando a dor lhes diz que o mundo existe."

Raúl Brandão
in A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore


Crédito da imagem: arte de Leda Nascimento

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sonhe alto

.
.
Se seu sonho for maior que você,
Alargue suas asas!
Esqueça os seus medos!
Faça como a águia, decole bem alto!
Porque o sonho mais ousado que você tiver,
ainda será pequeno comparado ao que Deus tem para você .
.
Tudo é possível ao que crê.
Mc 9, 23

.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Incertezas

.
Princípio da Incerteza - René Magritte, 1944
.
"Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata
trazendo tudo que poderia ter sido...
e não foi!"
.
Luis Fernando Veríssimo

.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sonhar

.

.

"Não me indigno, porque a indignação é para os fortes;
não me resigno, porque a resignação é para os nobres;
não me calo, porque o silêncio é para os grandes.
.
E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho.
Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer
musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor
a minha idéia de os achar belos.
.
Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos..."
.
Bernardo Soares



.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Teu céu

.
.
"Mas que céu pode satisfazer
teu sonho de céu? "
.
Manuel Bandeira

.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Reach the stars

.
.
...
"Quem nos deu asas para andar de rastos? Quem nos deu olhos para ver os astros
Sem nos dar braços para os alcançar?!"
...
Florbela Espanca

.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sonho: logo existo!

.
.
“Que máquina estranha é o homem.
Você o abastece com pão, vinho, peixe e rabanetes
e o que sai são suspiros, risadas e sonhos.”
.
Nikos Kazantzakis

.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O único no mundo

.
foto daqui
.
"- Faz muito frio pra você, aqui fora?
- Nao, leve-me por favor até o centro da praça…
De noite, no sonho, vimos uma árvore como aquela lá, aquela perto do centro.
- Vimos?
- Sim. Você, e eu, e todos. Estava bem à vista.
- Que sonho era?
- O sonho da noite.
- Que queres dizer com isso?
- A gente tem um sonho, todas as noites. E as vezes mais de um, não é assim?
- Sim.
- E no sonho da noite havia uma árvore como essa, e um dos galhos estava carregado de frutas. Mas não mais do que um galho.
- Escute, senhor Ramirez, a gente tem sonhos enquanto dorme. Mas cada um sonha sozinho. É coisa particular, privada.
- Mas você não viu essa árvore de noite, a de galho diferente?
- Não, não a vi.
- Todas as pessoas a viram.
- Ninguém a viu. Você sozinho a viu. O único no mundo.
- Por que?
- Porque é assim. Quando se sonha se está completamente sozinho."
.
Manuel Puig
.

domingo, 24 de maio de 2009

Indivisíveis

.
.

"O meu primeiro amor e eu sentávamos numa pedra que havia num terreno baldio entre as nossas casas.
Falávamos de coisas bobas, isto é, que a gente achava bobas como qualquer troca de confidências entre crianças de cinco anos.
Crianças... Parecia que entre um e outro nem havia ainda separação de sexos a não ser o azul imenso dos olhos dela, olhos que eu não encontrava em ninguém mais, nem no cachorro e no gato da casa, que tinham apenas a mesma fidelidade sem compromisso e a mesma animal
- ou celestial - inocência, porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu.
Não, não importava as coisas bobas que diséssemos.
Éramos um desejo de estar perto, tão perto que não havia ali apenas duas encantadas criaturas mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra."
.
Mário Quintana
.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Em estado de sonho

.
.
"Ela (não importa quem era) estava sentada, livro na mão,
olhando algum ponto fora da janela.
Entrei na sala para lhe dar um recado,
porque era sempre como se estivéssemos as duas vivas
- mas engoli antes do primeiro som,
inspirei as palavras de volta ao lugar de onde nasce tudo
o que digo a essa pessoa que mais amo.
.
Parecia ler, na postura inocente de uma mulher com um livro diante da janela.
Mas seu corpo estava alguns centímetros acima da poltrona,
seus pés longe do assoalho, uma sandália caíra no chão, a outra pendia da ponta do pé.
Não era o livro que olhava: lia uma página do seu texto interior que fala
de chama, vento, ilha, coisas muito mais reais do que uma sala, pessoas e carros.
Fazia isso como muitas mulheres certamente poderiam fazer,
mas se contêm para que outros, percebendo, não se perturbem.
.
Nunca pergunto a ninguém
se quando estou em meu estado de sonho pairo um pouquinho acima do chão.
Isso não me tornaria menos viva, nem menos real."
.
Lya Luft
in Rio do Meio
.

terça-feira, 24 de março de 2009

O relógio

.
.
“Na biblioteca havia uma lareira grande, no aparador o relógio
que meu pai comprara quando estudante
e ao qual continuava dando corda noite após noite, antes de dormir.
. .
Eu, já deitada, escutava do outro lado da parede do meu quarto
sua mão dar voltas na chave e preparar a engrenagem para marcar
mais um ciclo: meu pai determinava que haveria um outro dia depois daquela noite.
Apesar dos pesadelos, dos fantasmas que às vezes me assustavam,
havia um universo ordenado, de sol e presenças,
que o relógio de meu pai traria de volta na outra manhã.”
.
Lya Luft
in “Mar de Dentro”


sexta-feira, 13 de março de 2009

Horas de vôo

.
.
"Quando pequena eu rodava, rodava e rodava em torno de mim mesma até ficar tonta e cair.
Cair não era bom mas a tonteira era deliciosa.
Ficar tonta era o meu vício.
Adulta eu rodo mas quando fico tonta aproveito de seus poucos instantes para voar."
.
Clarice Lispector
.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

...