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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Aqui na terra...


Hoje é dia de poesia...


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Fala do Velho do Restelo ao astronauta
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Aqui na terra a fome continua
A miséria e o luto
A miséria e o luto e outra vez a fome
Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
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Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
Ou talvez da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti eu nem sei que desejos
De mais alto que nós, de melhor e mais puro.
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No jornal soletramos de olhos tensos
Maravilhas de espaço e de vertigem.
Salgados oceanos que circundam
Ilhas mortas de sede onde não chove.
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Mas a terra, astronauta, é boa mesa
(E as bombas de napalm são brinquedos)
Onde come brincando só a fome
Só a fome, astronauta, só a fome.

José Saramago
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

13 de Maio - Dia da Abolição da Escravidão

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"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos havera guerra."
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"Discriminação, este câncer da humanidade, deveria ter como exemplo
a sabedoria dos vermes, que se alimentam de todos, após a morte,
sem escolher o cardápio."
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domingo, 12 de abril de 2009

Apenas um olhar

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“Quantas vezes tenho passado perto de um doente, perto de um louco, de um triste, de um miserável, sem lhes dar uma palavra de consolo.
Eu bem sei que minha vida é ligada à dos outros, que outros precisam de mim, que preciso de Deus.
Quantas criaturas terão esperado de mim apenas um olhar – que eu recusei.”
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Murilo Mendes
in A poesia em pânico

segunda-feira, 9 de março de 2009

Inclusão social - Blogagem Coletiva

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INCLUSÃO SOCIAL - FAVELA/PERIFERIA
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Ao pensar no tema desta Blogagem Coletiva promovida pela Ester do Blog Esterança, optei por postar sobre o desafio da Inclusão Social que se busca no âmbito Favela/Periferia.
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" Todos somos iguais e na realidade, as diferentes raças humanas se tornam algo superficial, já que todos nós viemos do mesmo lugar e possuímos um laço familiar com uma mesma mulher. A razão pela qual nos vemos diferentes uns aos outros deve-se a diferenças ambientais e a mudanças de nossa pele e cultura no decorrer dos anos... contudo, somos todos iguais!"
(mother of us all.) - http://dsc.discovery.com/


INCLUSÃO SOCIAL - PERIFERIA

No Rio de Janeiro existe atualmente mais de 700 favelas, onde vive aproximadamente 20% de sua população. As favelas não se localizam apenas na periferia da cidade, mas situam-se historicamente também dentro dos bairros centrais e mais caros. Seus habitantes participam ativamente do cotidiano e da vida econômica da cidade, desempenhando os mais diversos trabalhos e funções. Profundamente enraizadas na cultura brasileira, seja através do samba, do carnaval ou do funk, as favelas têm também configurações urbanas próprias, que resultam das construções realizadas pelos próprios moradores, e que acabam por se constituir como espaços de fato da cidade.

Apesar disto, o preconceito histórico em relação às favelas, alimentado pelo controle territorial exercido pelo narcotráfico a partir das últimas décadas, faz com que estas e seus habitantes sejam estigmatizados e responsabilizados pelas às mazelas da cidade, numa lógica perversa que ignora que as favelas são justamente o resultado de uma sociedade desigual.

Várias ONGs têm apresentado projetos com intuito de elevação à auto-estima, inclusão social e combate a violência, objetivando inserir a população das favelas na sociedade e no meio cultural, divulgar a arte e cultura da periferia para construção de uma cidadania e contribuir para redução da discriminação e da violência nas favelas.

As atividades destas ONGs baseiam-se, geralmente, na divulgação dos trabalhos de cunho artístico dos moradores das favelas, além de manter projetos de comunicação popular e cultural. Todas as organizações não governamentais possuem o mesmo objetivo e se complementam entre si em busca do mesmo - promover a atividade artística e cultural como forma de construção da cidadania e melhoria da qualidade de vida.

Os artistas das favelas enfrentam barreiras ocasionadas pelo preconceito e estavam desmotivados a seguirem seus trabalhos por serem titulados pela sociedade como marginais. A falta de bens matérias, espaços para ensaios e difícil acesso à mídia era o que mais dificultavam a concretização desses sonhos. A criação de diversas ONGs possibilitou meios para que fossem realizadas diversas manifestações como uma forma de mudar essa atual situação, porém esta condição ainda ocorre em muitas periferias de todo o Brasil.



DA FAVELA PARA O MUNDO

O Grupo Cultural Afro Reggae foi criado em 1993 para dar oportunidade a jovens ociosos, envolvidos com o tráfico ou próximos disso. Atuando em comunidades pobres e oferecendo atividades como circo, teatro, dança, esporte e música, o grupo completou em 2003 dez anos de muita luta, conquistas e resultados expressivos.O livro editado pela Aeroplano com apoio da Takano, da Fundação Ford e do próprio grupo, recebeu o capricho merecido da Tecnopop, num projeto gráfico de Sonia Barreto


A MELHOR RESPOSTA
Prefácio de Zuenir Ventura para o livro"Da favela para o mundo"

Essa é a história de um grupo contada por um de seus criadores e prefaciada por um admirador que há dez anos acompanha os dois, tendo praticamente assistido ao nascimento do Afro Reggae. Ver essa turma crescer e sobreviver às dificuldades, impor-se aqui e lá fora, obter sucesso e fama é um privilégio que me enche de satisfação, principalmente porque se trata de uma experiência que pode servir de exemplo para outras comunidades pobres da cidade e do país.

O nosso caso de amor, meu com o Afro Reggae, começou quando desembarquei pela primeira vez em Vigário Geral, lá pelos idos de 1993, numa tarde ensolarada de outubro, para conhecer a favela um mês depois da chacina de 21 de seus moradores, barbaramente consumada pela tropa de policiais chamada Cavalos Corredores.

A experiência de freqüentar Vigário, de conhecer sua gente, que foi para mim uma das mais ricas profissional e existencialmente, iria ser incorporada ao livro Cidade Partida. Naquele momento, porém, eu estava ali como um jornalista interessado em saber como tinha sido possível tanta violência contra cidadãos pacíficos e inocentes. A comunidade estava naturalmente traumatizada, mas o que mais me impressionou foi que, por detrás do luto e do sofrimento, não havia ódio, não havia desejo de vingança, não havia vontade de represália. Só dor.

À noite seria realizado na quadra da favela o primeiro show depois da chacina, o Vigário in Concert Geral. Enquanto esperava, fiquei conversando com alguns jovens, aos quais acabara de ser apresentado. Cinco deles me chamaram a atenção pelas camisas multicoloridas e o cabelo rastafári. Alguém me disse que eles eram do Afro Reggae – e foi assim que ouvi pela primeira vez o nome.

A história desses dez anos, vocês verão lendo o livro, foi cheia de conquistas, mas também de tensão e medo. Não é fácil fazer o bem na favela. É como andar sobre um fio da navalha, tendo de um lado a violência do tráfico e do outro a da polícia, as suspeitas de uns e de outros. O fascínio juvenil pela aventura e pelo risco, a tentação do enriquecimento rápido e ilícito, o aceno sedutor das drogas, a "glória" efêmera e o poder das armas, tudo isso, aliado ao desemprego, à miséria e à falta de perspectiva, funciona como obstáculos e impedimentos a um trabalho de integração social.

Em meio a esse caldo de cultura, como disputar com o narcotráfico os corações e mentes da juventude? Não conheço melhor resposta a essa angustiante questão do que a que tem sido dada pelo Afro Reggae, que oferece como substitutos à viagem fugaz, que leva ao inferno pensando estar levando ao paraíso, o prazer e a sedução pela arte, a oferta enfim de um caminho com futuro, segurança e a possibilidade de sucesso.

O que mais admiro na experiência do Afro Reggae é o zelo e o rigor na formação de seus artistas. É um trabalho de inclusão social, de cidadania, bem entendido, mas também um projeto de inserção cultural. José Junior não se contenta em tirar da marginalidade, das zonas de risco, os jovens a perigo, o que já seria uma louvável tarefa. Ele quer lhes dar um emprego, uma profissão, fazer deles artistas competentes. Daí o nível de exigência na formação da consciência profissional de cada um, da responsabilidade e da noção do ofício.

Não por moralismo, mas porque assistiu ao fim trágico de muitos de seus colegas e amigos de infância, Junior abomina as drogas, o que pode surpreender, tendo em vista inclusive o seu ritmo febril de trabalho, o seu pique incansável. "Muita gente duvida que não cheiro pó. Mas nunca cheirei, nem fumei maconha, nem tomei um copo de vinho e nem brindei com champanhe. Nem joguei. Cresci vendo as conseqüências maléficas".

Essa disciplina espartana que ele se impõe funciona como exemplo, constitui sua melhor pedagogia. Por tudo isso é que acho que os dez anos do Afro Reggae são apenas o começo.



ARTE PARA TRANSFORMAR A REALIDADE




VIDEO NO RITIMO DA INCLUSÃO SOCIAL

A F/Nazca S&S acaba de produzir pela O2 Filmes um vídeo de animação para a campanha institucional da ONG carioca AfroReggae. A criação mostra, de maneira bastante simpática, o resgate e a conquista de meninos da favela pela música. No filme, o muro retrata o preconceito da sociedade, que é quebrado quando a música vem para transformar em elo o que era distância.




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Este post faz parte da Blogagem Coletiva INCLUSÃO SOCIAL, promovida pelo Blog ESTERANÇA.

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Obrigada, Ester. Foi um prazer participar.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Inclusão social - blogagem coletiva em 09 de março

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A Ester do Blog ESTERANZA convida para uma Blogagem Coletiva em 09 de março e o tema é fascinante:
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Inclusão Social


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Segundo a Wikipédia, Inclusão social é uma ação que combate a exclusão social geralmente ligada a pessoas de classe social, nível educacional, portadoras de deficiência física, idosas ou minorias raciais entre outras que não têm acesso a várias oportunidades. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de participarem da distribuição de renda do País, dentro de um sistema que beneficie a todos e não somente uma camada da sociedade.
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O tema é livre dentro do tema central proposto. Você escolhe se falará sobre deficientes, racismo, etc.
Veja aqui quem já está participando e clique para se juntar a nós!
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Conjugação da desigualdade

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Eu sorrio,
Tu sorris,
Ele chora...
Nós... Não fazemos nada.
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Eu canto,
Tu cantas,
Ele grita...
Nós...Continuamos na mesma.
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Eu como,
Tu comes,
Ele sente fome...
Nós...Não alimentamos a fome.
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Eu compro,
Tu compras,
Ele pede...Nós...Não damos.
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Eu tenho,
Tu tens,
Ele necessita...
Nó .... Jogamos fora.
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Eu sou,
Tu és,
Ele nunca será...
Nós...Contribuímos para isso.
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Eu vivo,
Tu vives,
Ele morre...
Nós...Nem notamos.
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Desconheço a autoria

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