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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Expressões



Se temos voz é para vazar sentimento. Contudo, sentimento demasiado nos rouba a voz.

Mia Couto, em "O último voo do flamingo"


Imagem: facepage Colors For You


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gentileza


No sábado passado, dia 29 de maio, completou-se 14 anos da morte do Profeta Gentileza.
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Em pleno centro urbano, carioca e contemporâneo, lá estava ele, conduzindo seu estandarte cheio de apliques estranhos, levando a todos a sua palavra...
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O que primeiro chamava atenção nele era a sua aparência estranha... e só depois do primeiro impacto conseguíamos perceber seu sorriso e sua gentileza. Com sua bata branca, andando pela rua, entre os carros que passavam apressados parecia um ser extemporâneo. Não de um momento futuro nem de um tempo passado, mas de um instante sagrado que não existe mais...
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Sentimos sua falta, Profeta...
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“Já há algum tempo que venho pensando e querendo gentileza.
Como tenho sentido falta de gentileza!
Aquela que chamo de gentileza urbana: ceder o acento para uma pessoa mais idosa, mais cansada; abrir a porta, seja do carro, do elevador, de casa, do bar; ajudar com a bagagem, com as compras; olhar nos olhos e dizer: bom dia, tenha uma boa tarde, por favor, obrigada, seja bem vindo, volte sempre; sorrir; ouvir; deixar passar; ceder a vez; oferecer.
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Oferecer encanto, cortesia, graça. Oferecer um beijo, um minuto de atenção.
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Ultimamente, as pessoas têm se colocado tão sem tempo, que esquecem de ser gente.
Esquecem que ser gente é ser carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo”.
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Adriana Falcão
in "Pequeno dicionário de palavras ao vento"
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Clariceando...

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Iniciando a semana... com calma e delicadeza...
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e com Clarice:
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"Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos.
(...)
Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, (...), morta.
Jogo-a fora (...) também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.
Um dia uma folha me bateu nos cílios.
Achei Deus de uma grande delicadeza."
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Clarice Lispector

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Uma bênção para o seu dia

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"Boa Terra em teus pés,
Água o bastante em tua semente,
bom Vento para o teu sopro,
Fogo em teu coração
e muito Amor em teu ser.".

J.Y. Leloup
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sussurrando...

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"E vou dizendo lento, como quem tem medo de quebrar a rija perfeição das coisas,
e vou dizendo leve, então, no teu ouvido duro, na tua alma fria,
e vou dizendo leve, e vou dizendo longo sem pausa:
gosto muito de você de você, muito... de você."
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Caio Fernando Abreu
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gentileza

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"... aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia, e mesmo assim insisto."
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Caio Fernando Abreu
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Imune ao vinagre

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Zélia Gattai - desenho de Luis Silva
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“Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores.”
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Zélia Gattai
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Calor que aquece

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O calor aquece...
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O calor de um sorriso em um momento de choro
Do abraço amigo no momento de desencontros
Da mão certeira a nos guiar pelos caminhos
Do beijo ardente quando se pensava não existir mais o querer
Da voz distante que traz uma lembrança
Do acordar e sentir a vida invadindo o nosso ser.
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Silvia Crusco
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Noite de tempestade

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"O que eu queria mesmo era um ombro amigo onde pudesse encostar a cabeça, uma mão passando na minha testa, uma outra mão perdida na minha.
O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse chá de laranjeira e me contasse uma história.
Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade, alguém que cuidasse dele."
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Caio Fernando Abreu
Limite Branco
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Raízes

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Uma mulher não se interessa em receber flores sem raízes nos dedos.
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Fabrício Carpinejar
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bênção

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"Boa Terra em teus pés,
Água o bastante em tua semente,
bom Vento para o teu sopro,
Fogo em teu coração
e muito Amor em teu ser."
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J.Y. Leloup
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Oferenda

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Aqui está, Amigo, minha casa vazia e meu cheio coração: é o quanto resta, após a tempestade da véspera.
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Durante muito tempo, reuni objetos que a convenção valorizou, e de ornamentos inundei o lar, fazendo-o deslumbrante e belo.
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Muitas vezes desejei deter o sol triunfante, para que minhas águas se doirassem ao seu beijo, quando seus raios descessem a mirar-se no lago do meu quintal. Todavia, fagueiro, ele corria pelo céu e, ocultando-se, fazia-me chorar de emoção ao vê-lo emoldurando nuvens brincalhonas.
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Vezes outras, roguei à pálida virgem da noite descesse seus cabelos de prata, e os umedecesse no orvalho guardado nas pétalas do meu roseiral. No entanto, ei-la no lago, a deslizar nas águas paradas, despedaçando-se sob as rodas do carro do vento.
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Às aves do arvoredo, supliquei sempre cantassem à janela do meu quarto, despertando-me com o gorgeio das suas vozes canoras. Mas, quando as tive perto, no peitoril da janela, tornei-me ladrão, roubando-lhes a liberdade, para sempre as ouvir cantar... e, daí por diante, sempre estiveram a chorar a perda do céu sem fim e do arvoredo musical, que a brisa oscula e a noite acalenta.
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Tudo quis: nada tive.
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Quando, porém, a dor de muitos chorou à minha porta, qual tempestade de desesperos, dei todos os objetos, ornamentos e valores que a humana condição venera...
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E libertei-me da rapina, libertando as aves. A dor dos estranhos me falou tanto, que me fiz mendigo, rico que fui, para dar.
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E agora que chegas, Amigo, tu a quem amo... somente posso oferecer-te minha casa vazia e meu cheio coração, eu, que antes era dono de uma casa cheia e de um vazio coração.”
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R. Tagore

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gentileza

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As pessoas que passam por nós, não vão sós nem nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.
(Antoine de Saint-Exupéry)
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Com base no pensamento do criador do Pequeno Príncipe, gostaria de trocar idéias com você, sobre um assunto, melhor um "item em falta" na humanidade moderna. Não é uma crítica, mas uma constatação. Se quando temos a oportunidade de conhecer alguém, trocar idéias, experiências, impressões, acabamos deixando um pouco de nós e levando um pouco dessa pessoa, esse ingrediente fundamental.
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Será que já agucei sua curiosidade até aqui? Quero falar sobre o Poder da Gentileza! Na pressa do dia-a-dia moderno, nós do mundo moderno, acabamos esquecendo ou mesmo deixando de lado esse recurso tão importante para criar um mundo mais amigável, agradável. Para quem vive numa grande cidade, como é o meu caso, isso fica ainda mais destacado, por vermos um mundo caótico sendo criado à nossa volta.
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Nestes tempos de muita preocupação das pessoas, consigo mesmas e de pouco tempo para o outro, de tempos "sem-tempo". Por isso que hoje quero chamar a atenção para essa virtude que anda meio esquecida.
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A GENTILEZA
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Gentileza que não quer dizer fraqueza, nem é virtude só para ser empregada no tratamento de senhoras. A gentileza que significa cortesia, amabilidade, fidalguia, bom tratamento, tem um poder muito grande e tem relação direta com a inteligência. Mas na hora de por a gentileza em prática, muitas pessoas simplesmente tem uma desculpa, dizendo "não tenho tempo para estas coisas".
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Porém, sempre é tempo para uma palavra de amizade, para um telefonema cordial, para um sorriso de afeto, dirigido mesmo àqueles que parecem endurecidas e impermeáveis às boas maneiras. Na verdade, a gentileza depende do hábito. Então, que tal, começar hoje mesmo, a cultivar essa atitude. Mesmo, porque, há muitas maneiras de adquirir esse hábito, mas precisa ter disciplina e força de vontade.
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Podemos ser gentis com os superiores, mas é muito mais difícil ser gentil com os subalternos ou com os familiares e amigos próximos. Justamente com eles que acabamos desdenhando as regras da conduta sadia.
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Mas, podemos mudar esse cenário !Podemos ser mais gentis no trânsito, com os pedestres, em casa, no trabalho, em todos os lugares. Vamos praticar a gentileza? Isso é necessário, porque cada vez é mais raro ver uma pessoa que ceder seu lugar a outra, dentro de um ônibus lotado por exemplo. Ou ainda, numa fila. Não é só questão de obedecer a sua vez na fila, mas de dar a vez para outra pessoa que pareça mais aflita ou necessitada. Ah, mas todos nós sempre estamos apressados e queremos ser atendidos mais rápidos. Não é mesmo?
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Por isso, quando podem, muitas pessoas "furam" a fila, quase sempre invocando um título ou uma posição social que os outros não têm. Cada vez é mais raro ver as pessoas ajudando outras a carregar sacolas, a levantar objetos caídos, a ajudar um idoso a atravessar a rua, ou a empurrar um carro que não pega. As pessoas alegam que não têm tempo, mas na verdade o tempo somos nós que fabricamos! Quantos passam horas à frente dos tele-jornais e das novelas e alegam não ter tempo para agradecer uma gentileza recebida.Enfim, se queremos mesmo que nosso mundo melhore, vamos começar praticando a gentileza.
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Sigmar Sabin

domingo, 12 de outubro de 2008

Deixe aflorar toda a tua doçura

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Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente... Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
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Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar... Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
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Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser... Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
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Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...
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E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos... Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...
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Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
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Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: - Você está me machucando... pode parar, por favor!.
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Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...
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Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis... Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar...
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Rosana Braga

Aprenda a pedir desculpa

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Aprenda a pedir desculpas... quando não... perdão!
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Uma linda amiga, minha mana Teca, disse-me certa vez que perdoar é para os grandes! Senti-me tão pequena, então! Não riam, falo sério. Agora desculpar é mais fácil. Minha santa vó adotiva, porque não era de minha família, mas eu a amava como se fosse, disse certa vez:
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- Perdoar? Só Deus! Eu desculpo!
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A desculpa não evita a mágoa, mas faz um bom curativo no machucado... Há pessoas que magoam as outras e não conseguem pedir desculpas nunca. Percebem o erro, mas não conseguem exteriorizar o arrependimento. Ficam dóceis, suaves, mas a palavrinha mágica... essa não sai. O magoado vai se afastando, afastando e aquele lindo relacionamento se perde... acaba!
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Aprendamos pois a pedir desculpas e a desculpar. É, em prol de uma amizade... e ter amigos verdadeiros, vale a pena. Se o opositor não quiser desculpar... problema dele. Você cumpriu a sua parte no acordo de Paz da humanidade!
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E depois, desculpar; desculpar-se - sim - porque você pode desculpar a você mesmo por agressões que você faz a si próprio; e ser desculpado, vai revelar que você é uma pessoa humilde. E como humildade não é humilhação, estaremos todos atuando no coração e no inconsciente coletivo. Estaremos de bem coma vida. Quer algo melhor?
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Margaret Pelicano

domingo, 21 de setembro de 2008

Vidro e espelho

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Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho porque toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada. Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.
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O sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção e perguntou:
- O que você vê através do vidro, meu rapaz?
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- Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua, respondeu o moço.
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Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou:
- O que você vê neste espelho?
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- Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
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E o sábio continuou com suas lições preciosas:
- E já não vê os outros, não é verdade? observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro. Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.
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Fez uma pausa e continuou:- Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição. Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva. Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
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Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho: Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar os outros. Eis a chave para a solução dos seus problemas.
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Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma. Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.
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Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.
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E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma. É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com seus filhos em dificuldades, afinal, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.
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E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar:
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Pode ser um sorriso gentil...
Uma palavra que anima e consola...
Um abraço de ternura...
Um aperto de mão...
Um pedaço de pão...
Um minuto de atenção...
Um gesto de carinho...
Uma frase de esperança...
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E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas não é verdade? portanto vamos aproveitar e doar um pouco do muito que temos: Amor, Alegria, Paz e e os nossos bons sentimentos.
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Desconheço a autoria

domingo, 14 de setembro de 2008

Escutatória

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Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
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Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".
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Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
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Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios.Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.
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Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.
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Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".
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Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
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Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
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Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
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Rubem Alves
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Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Uma gota de água

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Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d`água? Sim, uma pequena gota d`água se equilibrando na ponta de um frágil raminho... Com graciosidade a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor. São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.
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É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo. Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis. Um dia, um jornalista que a entrevistava disse-lhe que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d`água no oceano. E aquela pequena sábia-mulher, lhe respondeu: “Sim, meu filho, mas sem essa gota d`água o oceano seria menor.” Sem dúvida uma resposta simples e extremamente profunda. Pois sem os pequenos gestos que significam muito, a vida não seria tão bela...
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Um aperto de mão, em meio à correria do dia-a-dia... Um minuto de atenção a alguém que precisa de ouvidos atentos, para que não caia nas malhas do desespero... Uma palavra de esperança a alguém que está à beira do abismo. Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida. Uma pequena gentileza diante de quem está preso nas armadilhas da ira.
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O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência... A tolerância com quem perdeu o equilíbrio. Um olhar de ternura para quem pena na amargura. Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
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Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido. Um abraço afetuoso, nos momentos em que a dor nos visita a alma... Um olhar compassivo, quando nos extraviamos do caminho reto... Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...
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Todas essas são atitudes que embelezam a vida. E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor. E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.
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Sem a sua quota de honestidade, o oceano da nobreza seria menor. Sem as gotas de sua sinceridade, o mar das virtudes seria menor. Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.
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E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na construção de um edifício. Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar. E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.
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Desconheço a autoria

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A elegância do comportamento

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Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
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É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
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É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.É uma elegância desobrigada.
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É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.Nas pessoas que escutam mais do que falam.
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E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
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Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. É elegante não ficar espaçoso demais.
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É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
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Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
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"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. Fique alerta quanto ao momento presente. Plante apenas sementes de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."
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Desconheço a autoria
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